Receber um Pix inesperado na conta pode parecer sorte, mas a realidade é bem diferente. A evolução da tecnologia tornou o processo de devolução de valores transferidos por engano ou fraude mais robusto. Ficar com um dinheiro que não é seu configura crime e pode trazer sérias consequências jurídicas e financeiras.
A apropriação de um dinheiro recebido por engano é crime e a pessoa que realizou a transação pode tomar medidas legais para reaver o montante. Portanto, a atitude correta é sempre devolver a quantia.
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O que acontece se eu não devolver um Pix recebido por engano?
Não devolver um Pix recebido por engano é crime de apropriação indébita, previsto no Código Penal. Quem se apropria do dinheiro pode ser obrigado a devolver o valor corrigido, pagar multas e até mesmo enfrentar um processo judicial na esfera cível e criminal.
A pessoa que fez a transferência equivocada pode registrar um boletim de ocorrência e iniciar uma ação para reaver os fundos. Com o comprovante da transação, é possível que as instituições financeiras envolvidas sejam notificadas para identificar o titular da conta que recebeu o valor indevidamente e auxiliar no processo de recuperação.
Como devolver um Pix recebido indevidamente?
Use a função do aplicativo: a maioria dos bancos oferece a opção "Devolver Valor" ou similar no próprio extrato da transação Pix recebida. Essa é a forma mais rápida e segura de realizar o estorno.
Entre em contato com o remetente: se houver informações de contato visíveis nos detalhes da transação, você pode avisar a pessoa sobre o erro para que ela fique ciente. Mesmo assim, a devolução deve ser feita pelo sistema bancário oficial.
Fale com seu banco: se não encontrar a opção de devolução ou tiver dúvidas, entre em contato com sua instituição financeira para receber orientações sobre como proceder legalmente.
Novas regras de segurança do Pix: o que muda?
O Banco Central aprimorou o Mecanismo Especial de Devolução (MED), uma ferramenta exclusiva para casos de fraude, suspeita de fraude ou falhas operacionais das instituições financeiras. O MED não pode ser usado para reaver transferências feitas por engano pelo próprio usuário, como o envio para uma chave Pix errada. Nesses casos, a devolução deve ser feita de forma voluntária, seguindo os procedimentos descritos acima.
Com essas regras, em casos de fraude confirmada, o banco do recebedor tem mais ferramentas para bloquear o valor e efetuar a devolução. A medida fortalece a segurança do sistema contra golpes, protegendo as vítimas dessas ocorrências.
Além das mudanças implementadas em fevereiro, o Banco Central anunciou novas atualizações no sistema Pix previstas para agosto e setembro de 2026, voltadas ao aprimoramento do rastreamento de transações e à ampliação dos prazos para contestação em casos de fraude.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.
