PETRÓLEO

Nova fórmula de preços da Petrobras: entenda a mudança na gasolina

Desde maio de 2023, estatal abandonou PPI; estratégia busca suavizar volatilidade e considerar realidade produtiva do Brasil

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O preço da gasolina que você paga na bomba é resultado de uma complexa equação que, desde maio de 2023, segue uma nova estratégia comercial da Petrobras. A estatal abandonou a antiga política de Preço de Paridade de Importação (PPI), que por anos alinhou os valores diretamente ao mercado internacional. A mudança busca suavizar a volatilidade externa e considerar os custos de produção nacional.

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O que foi o Preço de Paridade de Importação (PPI)?

Vigente entre 2016 e meados de 2023, o PPI era uma metodologia que calculava o preço dos combustíveis vendidos pelas refinarias da Petrobras como se fossem produtos importados. A fórmula levava em conta a cotação do petróleo no mercado global, os custos de frete, taxas portuárias e, de forma crucial, a variação da taxa de câmbio. O objetivo era manter a empresa competitiva, mas na prática resultava no repasse quase imediato das oscilações internacionais para o consumidor brasileiro.

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Como funciona a nova política de preços?

A nova diretriz comercial, adotada no início do terceiro mandato do presidente Lula, conferiu mais flexibilidade à Petrobras. Em vez de seguir estritamente a paridade de importação, a empresa passou a usar uma abordagem que considera dois fatores principais: o “custo alternativo do cliente”, que avalia as opções de suprimento no mercado, e o “valor marginal para a Petrobras”, focado no custo de produção e importação da própria companhia. Isso permite que a estatal evite repassar picos momentâneos de volatilidade do dólar e do petróleo, utilizando sua capacidade de refino para amortecer os preços.

Quais fatores ainda influenciam o preço da gasolina?

Apesar do fim do PPI, o cenário internacional não foi totalmente descartado. O valor final do combustível continua sendo uma soma de vários elementos, embora a Petrobras agora tenha maior autonomia para gerenciar o principal deles. Entenda os componentes:

  • Cotação do barril de petróleo: O preço do petróleo tipo Brent continua sendo a principal referência global. Altas no mercado internacional ainda pressionam os custos de matéria-prima, mas o repasse para as refinarias não é mais automático nem integral.

  • Taxa de câmbio: Como o petróleo é cotado em dólar, a variação da moeda americana afeta os custos da Petrobras. A nova política, no entanto, busca filtrar as flutuações cambiais bruscas.

  • Custos de refino e logística: Os custos operacionais das refinarias brasileiras e o transporte até as distribuidoras ganharam maior peso na composição do preço final.

  • Impostos: Uma fatia significativa do preço é composta por tributos federais (Cide e PIS/Cofins) e estaduais (ICMS).

  • Margens de distribuição e revenda: Por fim, são somadas as margens de lucro das empresas distribuidoras e dos postos que vendem o combustível ao consumidor.

Qual o novo papel das refinarias brasileiras?

Embora o Brasil ainda precise importar parte dos combustíveis que consome, o parque de refino nacional ganhou protagonismo com a nova política. A capacidade de produção interna é usada como uma ferramenta estratégica para mitigar os impactos dos preços externos, garantindo um abastecimento a valores potencialmente mais estáveis. A nova abordagem visa equilibrar a saúde financeira da empresa com o interesse público, um claro contraste com a lógica puramente mercadológica do PPI.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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