Petróleo Brent em alta: como isso afeta o preço da gasolina no posto
A cotação internacional é um dos principais fatores no cálculo do combustível; entenda o caminho que o preço faz até chegar à bomba e o que esperar nos próximos meses
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A alta do petróleo tipo Brent no mercado internacional, impulsionada por novas tensões no Oriente Médio, acende um alerta direto para o bolso do consumidor brasileiro. Negociada na faixa de US$ 78 a US$ 85 por barril, a cotação atingiu o maior patamar desde janeiro de 2025, e essa movimentação externa é o primeiro passo de uma cadeia que termina com um preço mais alto na bomba de combustível do seu posto de confiança.
Entender por que uma crise a milhares de quilômetros de distância mexe com o seu orçamento é fundamental. A política de preços dos combustíveis no Brasil está diretamente atrelada às variações internacionais do petróleo e à cotação do dólar. Quando esses dois indicadores sobem, a pressão por reajustes internos aumenta quase que imediatamente.
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O caminho do preço até a bomba
O valor final que você paga pela gasolina é uma soma de diferentes etapas e custos. A composição do preço é complexa e envolve diversos agentes, desde a produção até a revenda. De forma simplificada, o cálculo considera os seguintes fatores:
Preço na refinaria: a fatia da Petrobras, que acompanha o mercado global e a variação cambial.
Tributos federais: inclui a CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), PIS/Pasep e Cofins.
ICMS: o imposto estadual, cujas alíquotas são definidas por cada unidade da federação.
Custo do etanol anidro: por lei, um percentual de etanol é misturado à gasolina comum.
Margens de distribuição e revenda: correspondem aos custos e lucros das empresas que transportam e vendem o combustível.
Por que o Brent sobe?
O principal motor da recente escalada são as tensões geopolíticas no Oriente Médio, que já resultaram em ataques concretos, como o ocorrido na refinaria de Ras Tanura, da Saudi Aramco, e interrupções no fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz. Esses eventos, em uma região que concentra alguns dos maiores produtores mundiais, geram grande incerteza e elevam os preços diante do risco real à oferta.
O que esperar nos próximos meses?
Projetar o cenário para os próximos meses é um desafio, mas a palavra-chave é volatilidade. A tendência dos preços dependerá diretamente da estabilidade geopolítica global e do ritmo da economia mundial. Se as tensões no Oriente Médio diminuírem, é possível que as cotações recuem, trazendo alívio para os consumidores. Caso contrário, a pressão de alta deve continuar, mantendo os combustíveis em patamares elevados. A velocidade da transição para fontes de energia mais limpas também será um fator decisivo no equilíbrio entre oferta e demanda no longo prazo.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.