Lavagem de dinheiro: 5 métodos usados pelo crime organizado no Brasil
De postos de gasolina a salões de beleza e criptomoedas; conheça as táticas mais comuns para 'esquentar' dinheiro de atividades ilegais
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A recente prisão de Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira e outras seis pessoas pela Polícia Federal, no âmbito da Operação Exchange, que investiga um esquema financeiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e resultou no bloqueio de R$ 10,4 bilhões em bens e criptoativos, trouxe à tona a complexidade das estratégias usadas para lavagem de dinheiro no Brasil. O caso expõe como facções criminosas utilizam métodos sofisticados para disfarçar a origem de recursos obtidos em atividades ilegais, como o tráfico de drogas.
Essas táticas visam integrar o dinheiro ilícito ao sistema financeiro formal, dando a ele uma aparência de legalidade. Para isso, os criminosos exploram brechas em diferentes setores da economia, de negócios tradicionais a novas tecnologias financeiras.
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O que é lavagem de dinheiro?
A lavagem de dinheiro é o processo criminoso de transformar lucros de atividades ilegais em ativos com aparência legítima. O objetivo é ocultar a origem dos recursos para que possam ser usados sem levantar suspeitas das autoridades financeiras e policiais em todo o país.
Basicamente, o processo busca quebrar o elo entre o dinheiro e o crime que o gerou. Os valores são movimentados em uma série de transações complexas para dificultar o rastreamento e, por fim, são reintroduzidos na economia como se tivessem sido obtidos de forma legal.
Quais os métodos mais comuns para 'esquentar' dinheiro?
As organizações criminosas utilizam diversas táticas para disfarçar o fluxo financeiro. Conheça cinco das mais comuns usadas atualmente no Brasil:
Empresas de fachada
Negócios que movimentam grandes volumes de dinheiro em espécie, como postos de gasolina, salões de beleza, bares e restaurantes, são frequentemente usados. O dinheiro do crime é misturado com a receita legítima do estabelecimento, inflando artificialmente o faturamento declarado e "limpando" os valores.Uso de 'laranjas'
Criminosos utilizam nomes e contas bancárias de terceiros, os chamados "laranjas", para depositar, transferir e pulverizar os valores ilícitos. Essa estratégia cria múltiplas camadas de transações, tornando o rastreamento do dinheiro uma tarefa extremamente difícil para os investigadores.Compra de bens de luxo
Joias, relógios, carros de luxo e obras de arte são adquiridos com dinheiro vivo. Posteriormente, esses itens de alto valor são revendidos. O valor obtido na venda entra no sistema financeiro como um ganho de capital aparentemente legítimo.Investimentos no setor imobiliário
A compra de imóveis com dinheiro em espécie é outra tática recorrente. Os criminosos adquirem casas, apartamentos ou terrenos e, após um tempo, os vendem. O lucro da transação é declarado, legalizando o montante que antes era de origem ilícita.Criptomoedas e ativos digitais
O uso de criptoativos representa uma fronteira moderna para a lavagem de dinheiro. A natureza descentralizada e o relativo anonimato de moedas como o Bitcoin permitem que os valores sejam movidos rapidamente entre países, dificultando a identificação dos envolvidos. Na própria Operação Exchange, que motivou esta reportagem, parte do esquema envolvia o uso de criptoativos para ocultar o rastro do dinheiro do PCC.Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.