SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os economistas voltaram a aumentar a previsão da inflação deste ano e acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deverá reduzir a taxa de juros dos atuais 14,75% para 14,5% na reunião que começa nesta terça-feira (28/4), um corte de 0,25 ponto percentual.

O boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (27/4) mostra que a expectativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu de 4,8% para 4,86% na sétima semana consecutiva de elevação do índice.

Com isso, os analistas mantêm a perspectiva que a inflação fechará o ano acima do teto da meta que é de 4,5%, já que o BC impôs o objetivo de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

A previsão do IPCA era de 3,91% em 9 de março, mas passou a subir seguidamente com o temor sobre os impactos da guerra no Irã, que começou em 28 de fevereiro com os ataques de EUA e Israel ao Irã, que revidou as ofensivas.

Os economistas também elevaram a previsão do IPCA para 2027 (de 3,99% para 4%) e de 2028 (de 3,6% para 3,61%).

O boletim Focus ainda indica que os especialistas ouvidos pelo BC apostam em um corte de 0,25 na reunião desta semana. O anúncio será feito na quarta-feira (29/4).

Os analistas mantiveram a expectativa que o país terminará o ano com os juros a 13%. As previsões para os dois anos seguintes também ficaram estagnadas em 11% (2027) e 10% (2028), mas caiu em 2029 de 9,88% para 9,75%.

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A perspectiva para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano caiu pela primeira vez no ano, indo de 1,86% para 1,85%. O mercado também diminuiu a previsão do dólar para R$ 5,25, contra R$ 5,30 da semana passada.

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