Copom trata ciclo de corte de juros como ‘calibração’ e Selic deve cair menos

Sinalização foi feita pela diretoria do Banco Central na ata da última reunião divulgada nesta terça-feira, 24. Guerra no Oriente Médio e risco de desaceleração nos Estados Unidos são principais ameaças que podem frear a redução da taxa

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A incerteza global, diante da guerra no Oriente Médio e dos riscos de desaceleração econômica nos Estados Unidos, levou o Copom (Comitê de Política Monetária) a adotar um discurso mais cauteloso na ata da última reunião do colegiado divulgada nesta terça-feira, 24. A autoridade monetária repetiu cinco vezes a palavra “calibração” ao longo do documento para se referir ao ciclo de corte de juros, o que indica uma disposição menor em reduzir significativamente a Selic.

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Além disso, a diretoria do Banco Central informou que para garantir a convergência da inflação à meta calibrará os juros para manter a política monetária em caráter restritivo. Na prática, o Copom recorreu ao economês para sinalizar que a Selic deve permanecer em um patamar ainda alto diante das pressões inflacionárias e da falta de clareza sobre o cenário externo. Com isso, a tendência, neste momento, é de um ciclo de corte de juros menor do que a própria gestão de Gabriel Galípolo e o mercado esperavam.

“Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária, o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às suas análises. Essa decisão é compatível com o cenário atual, no qual a duração e extensão dos conflitos geopolíticos, assim como sinais mistos sobre o ritmo de desaceleração da atividade econômica e seus efeitos sobre o nível de preços, dificultam a identificação de tendências claras”, informou o BC.

Incerteza elevada
Outro ponto de atenção na ata do Copom é o balanço de riscos, em que a autoridade monetária apresenta o que pode influenciar um resultado maior ou menor da inflação. Os diretores do BC ainda não alteraram o mapa de fatores que pressionam os preços, mas admitiram que a incerteza elevada pode mudar essa avaliação na próxima reunião e apresentar riscos maiores para inflar o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo).

“Após debater alterações no balanço de riscos, o Comitê julgou apropriado seguir com serenidade e reunir mais informações ao longo do tempo, em função da incerteza elevada em relação à evolução de seus elementos”, afirmou o colegiado.

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Caso a guerra no Oriente Médio continue até a próxima reunião do Copom, marcada para 28 e 29 de abril, a tendência é de que o preço dos combustíveis permaneça pressionado. Para além disso, a falta de fertilizantes afetará o valor dos alimentos. Se esse cenário se confirmar o risco é de um novo corte de 0,25 ponto percentual ou Galípolo e os demais diretores podem encerrar precocemente o processo de redução dos juros.

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