Aneel confirma bandeira amarela na conta de luz a partir de maio
Fatura de energia elétrica ficará mais cara a partir do próximo mês. Além dos reajustes já autorizados pela Aneel, nova bandeira tarifária entrará em vigor devido à falta de chuvas nos reservatórios
compartilhe
SIGA
Além dos reajustes já autorizados das companhias de luz de 5% a 15% em vários estados brasileiros que passarão a valer a partir de maio, o consumidor pode começar a preparar o bolso para o mês que vem por conta da nova bandeira tarifária.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, nesta sexta-feira (24/4), que a bandeira tarifária de maio será a amarela. Com isso, os consumidores de energia elétrica passarão a ter custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
O anúncio, de acordo com a agência reguladora, ocorre devido à redução de chuvas na transição do período chuvoso para o seco, o que leva a uma geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado.
Leia Mais
De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, refletindo as condições favoráveis de geração. Adotado pela Aneel em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias é uma ferramenta essencial de transparência, permitindo que os consumidores acompanhem, mês a mês, as condições de geração de energia no país.
Aumento de custo para as empresas
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) demonstrou preocupação com os impactos da decisão da Aneel nos custos das empresas, especialmente da indústria, que tem na energia um dos seus principais insumos.
Para o coordenador de Mercado de Energia da Fiem, Sérgio Pataca, o anúncio confirma uma mudança relevante no cenário hidrológico. “A entrada no período seco no Sudeste, onde estão os principais reservatórios do país, reduz a capacidade de recuperação dos níveis e já começa a pressionar o custo de geração”, afirmou, em nota da entidade.
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Segundo a Fiemg, o cenário ocorre em meio a um quadro climático ainda indefinido, sem confirmação do El Niño, o que amplia a incerteza sobre o comportamento das chuvas nos próximos meses. “Esse conjunto de fatores aumenta o risco de acionamento de usinas mais caras e, consequentemente, a elevação da bandeira para o patamar vermelho já no início do segundo semestre”, acrescentou o executivo.