RETRAÇÃO

Inflação em BH tem queda de 0,07%, puxada por gasolina, cerveja e viagens

Na contramão, itens que mais contribuíram para o aumento do IPCA-BH foram a refeição fora de casa, a tarifa de água e o condomínio residencial

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A inflação de fevereiro na capital mineira apresentou uma leve queda de 0,07%. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de Belo Horizonte (IPCA-BH) foi divulgado nesta quinta-feira (5/3) pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead). 

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De acordo com Eduardo Antunes, gerente de pesquisa da Fundação Ipead, quedas até mais significativas são comuns em fevereiro, após um mês de janeiro repleto de reajustes que pressionam a inflação para cima. Para se ter ideia, o IPCA-BH de janeiro foi de +1,13% positivo, enquanto o acumulado nos últimos 12 meses é de +3,35%.

Os itens que mais contribuíram para o aumento da inflação em fevereiro foram a refeição fora de casa (+1,3%), o reajuste da tarifa de água (+4,85%), a mensalidade de curso superior (+3,01%), o condomínio residencial (+0,74%) e joias (+6,05%).

Na contramão, os itens que exerceram maior peso para que o mês passado tivesse inflação negativa foram: as excursões (-10,68%), sem a pressão das férias; a gasolina comum (-2,87%); os ingressos para jogos (-23,50%), devido aos torneio regionais; alimentos para cães (-9,69%); e cerveja em bares (-5,22%). 

IPCR positivo


A Fundação Ipead também apurou o Índice de Preços ao Consumidor Restrito de Belo Horizonte (IPCR-BH), que considera o consumo das famílias com renda de até cinco salários mínimos. Em fevereiro, esse índice cresceu 0,26%, após um janeiro com alta de 0,48%. Já o IPCR-BH acumulado nos últimos 12 meses foi de 2,95%.

Sobre o IPCR positivo no mesmo período em que o IPCA ficou negativo, Eduardo Antunes analisa que alguns reajustes - como o da refeição fora de casa e o da conta de água - têm mais peso no orçamento das famílias que recebem até 5 salários mínimos. 


Os itens que mais contribuíram para aumentar a inflação no IPCR-BH em fevereiro foram tarifa de água (+4,85%), aparelho celular (+11,78%), refeição fora de casa (+1,3%), tijolo (+7,88%)  e curso de pós-graduação (+5,4%). Já os itens que puxaram a inflação para baixo foram excursões (-10,68%), gasolina comum (-2,87%), automóvel usado (-0,98%), maçã gala (-9,28%) e cerveja em bares e restaurantes (-5,22%).


Fuja da especulação


Sobre pressões inflacionárias futuras influenciadas pelo conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, Eduardo Antunes garante que qualquer reajuste feito neste momento - quanto a combustíveis, fretes ou de produtos agrícolas (devido aos fertilizantes vindos do Oriente Médio) - seria pura especulação, já que ainda não houve tempo para isso. 

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Ele orienta para que os consumidores não comprem produtos que venham a sofrer reajustes sem um motivo legítimo. O gerente de pesquisa da Fundação Ipead recorda-se das inundações de 2024 no Rio Grande do Sul, quando falaram que o preço do arroz iria disparar, mas não houve desabastecimento. Na pandemia da Covid-19, rumores de que iria faltar papel higiênico fizeram com que alguns consumidores estocassem o produto e, novamente, não houve desabastecimento.

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