A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) regula um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, abrangendo os mais diferentes segmentos da produção industrial ligados à saúde humana e animal, incluindo alimentos, bebidas e, sobretudo, medicamentos e vacinas. Com essa importância, a agência aprimora os seus serviços para agilizar os seus processos regulatórios e contribuir com o dinamismo do setor industrial, recorrendo também à inteligência artificial (IA).
A informação é do presidente da Anvisa, Leandro Safatle, que, nesta terça-feira (20/1), visitou Montes Claros, no Norte de Minas. O município se consolida como segundo maior polo farmacêutico do país, recebendo grandes indústrias do setor. O presidente da Anvisa atendeu ao Sindicato Intermunicipal das Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Montes Claros (Quifarmo) e esteve acompanhado da diretora de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, justamente com técnicos da pasta.
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Leandro Safatle e os representantes das indústrias farmacêuticas participaram de encontro com o prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães, na sede da nova prefeitura. Na oportunidade, foram apresentados os números sobre a produção de medicamentos, vacinas e outros fármacos no município.
Atualmente, Montes Claros recebe nova fábrica da gigante Eurofarma, maior planta do setor de medicamentos em construção do Brasil, com área construída de 250 mil metros quadrados, equivalente à área de um aeroporto. Entre outros laboratórios, a cidade sedia a fábrica de insulina da multinacional dinamarquesa Novo Nordisk. O volume de insulina exportado pela unidade da Novo Nordisk do município responde por 25% de toda exportação nacional de fármacos.
Na oportunidade, o presidente da Anvisa enalteceu a importância do polo da indústria farmacêutica de Montes Claros e disse que a agência está disposta a contribuir com os avanços da produção de medicamentos no Norte de Minas.
“Em Montes Claros, está se desenvolvendo um polo muito importante para o país: da indústria farmacêutica, um polo que hoje exporta boa parte da produção de medicamentos que o Brasil tem, é um polo que produz medicamentos que são essenciais para a população brasileira. A produção tem sido feita aqui, ela é fundamental para o país. E a Anvisa está apta a trabalhar para que esse processo continue sendo feito da melhor forma possível”, garantiu.
Safatle destacou que o Brasil é, hoje, um dos maiores produtores — sendo também um dos maiores consumidores — de medicamentos do mundo, além de se destacar na produção de vacinas, com muitas pesquisas na área. Nesse sentido, assegurou, a agência reguladora acelera seus processos para facilitar a produção industrial.
“A Anvisa está fazendo um trabalho de agilidade nos seus processos, para fazer com que os registros saiam cada vez mais rápido. Estamos trabalhando na área de gestão de processos e na área de gestão de pessoas”, disse Safatle, lembrando que a agência acaba de aumentar o seu quadro de pessoal com mais 100 servidores, que passaram por um curso de qualificação.
Ele ressaltou que, além da formação de recursos humanos, a Anvisa recorre à inteligência artificial para aprimorar os seus serviços e agilizar a liberação da produção de novos medicamentos, vacinas e outros produtos voltados para a melhoria da saúde.
“Temos trabalhado muito em investimento de índice de cultura tecnológica. Também estamos multiplicando por três o investimento em IA para aumentar a produtividade do trabalho da Anvisa. Esse investimento em IA também é um outro apoio muito importante que o Ministério da Saúde trouxe para a gente, para a gente conseguir fazer com que os processos venham cada vez mais rápido e você consiga ter acesso cada vez mais rápido ao produto no Brasil”, afirmou Leandro Safatle.
Ao lembrar que a Anvisa regula “um quarto do PIB (que totaliza R$ 11,8 trilhões)”, Safatle destacou a importância da atuação da agência não somente para a saúde, mas para toda a economia brasileira, garantindo a boa qualidade dos medicamentos, alimentos e outros produtos consumidos pela população.
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“A gama de produtos que a Anvisa regula é bastante importante. A Anvisa tem um papel fundamental nisso: fazer com que os produtos consumidos pela população brasileira sejam produtos seguros e eficazes. Esse é o papel da Anvisa”, disse o presidente da agência reguladora.
