Feijoada sagrada de Ogum: 3ª edição com samba e Axé em Lagoa Santa
Celebre o orixá da força e da determinação com gira espiritual e roda de samba vibrante no sábado, 25 de abril. Um ato de resistência cultural e devoção
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A Feijoada de Ogum é uma das tradições mais poderosas e simbólicas das religiões de matriz africana no Brasil, especialmente na Umbanda, onde o prato transcende o simples ato de se alimentar: ele se torna uma oferenda sagrada, um gesto de gratidão, renovação de forças e fortalecimento comunitário em homenagem ao orixá Ogum.
Como explica Pai Erlon de Oxalá, dirigente do Templo de Umbanda Cabana Caboclo Pedra Branca:
“Ogum, possivelmente o orixá mais conhecido e popular no Brasil, personifica a guerra, as batalhas e, por extensão, os caminhos, as possibilidades e o progresso. Ele também simboliza a agricultura, a força, a garra e a determinação. Sua veneração é amplamente difundida nas religiões de matriz afro-brasileira, como a umbanda e o candomblé.”
A feijoada, tradicionalmente oferecida em homenagem a Ogum, tornou-se um ritual comum. O feijão preto, ingrediente central da feijoada, é considerado uma oferenda a esse orixá, uma comida sagrada. Com origens na miscigenação cultural brasileira, a feijoada, que teve raízes europeias, foi influenciada pelos povos afro-indígenas e adaptada ao longo do tempo, solidificando-se como um prato genuinamente brasileiro. Dessa forma, a feijoada representa tanto um elemento cultural essencial, parte do patrimônio nacional, quanto uma forma de honrar Ogum.
“A feijoada, tradicionalmente oferecida em homenagem a Ogum, tornou-se um ritual comum. O feijão preto, ingrediente central da feijoada, é considerado uma oferenda a esse orixá, uma comida sagrada. Com origens na miscigenação cultural brasileira, a feijoada, que teve raízes europeias, foi influenciada pelos povos afro-indígenas e adaptada ao longo do tempo, solidificando-se como um prato genuinamente brasileiro. Dessa forma, a feijoada representa tanto um elemento cultural essencial, parte do patrimônio nacional, quanto uma forma de honrar Ogum”, complementa Pai Erlon.
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A 3ª Feijoada e Samba para Ogum do Templo de Umbanda Cabana Caboclo Pedra Branca
“Nossa casa, portanto, realiza sua terceira edição da feijoada em honra a Ogum, e almejamos que este seja mais um ano de alegria, fé e respeito por esse orixá”, observa Pai Erlon.
O Terreiro de Umbanda Cabana Caboclo Pedra Branca, localizado em Lagoa Santa, Minas Gerais, e dirigido por Pai Erlon de Oxalá, promove a 3ª Feijoada e Samba para Ogum no dia 25 de abril (sábado), em frente à sede da casa, na Rua Ana Pinto Coelho, 15 – Vila Santa Helena.
O evento contará com feijoada à vontade, confraternização a partir das 13h, gira em homenagem a Ogum e uma vibrante roda de samba ao vivo (com show musical com Luter Nguzuale "Meu Samba é Reza", que une tradição e resistência cultural), estendendo-se até as 22h. É um momento de fé, união comunitária, alegria e reforço dos laços ancestrais, aberto a todos que desejam participar dessa energia transformadora.
“Ao preparar uma feijoada, seja em celebrações como a que realizaremos em nosso samba, buscamos o resgate cultural, a valorização do povo afro-brasileiro, a preservação da cultura, da oralidade e dos ensinamentos ancestrais. É também um ato de resistência, um espaço de celebração religiosa, que deve ser mantido e valorizado. É comum, especialmente no mês de abril, mas também ao longo do ano, a realização de feijoadas em homenagem a Ogum”, afirma o pai de santo.
Os ingressos já estão disponíveis para compra pela plataforma Sympla (busque por "3ª Feijoada e Samba para Ogum do Templo de Umbanda Cabana Caboclo Pedra Branca" ou acesse diretamente o link do evento na Sympla). Garanta o seu com antecedência para não ficar de fora dessa celebração!
"Venha fortalecer seu caminho com Ogum, saborear uma feijoada abençoada e sambar sob a proteção do guerreiro de ferro. É mais do que comida: é axé, é resistência, é comunidade", conclui Pai Erlon
A profunda relação simbólica entre a feijoada e Ogum
O prato carrega camadas profundas de significado:
- O feijão-preto é o coração da feijoada e um ingrediente sagrado para Ogum. Rico em ferro — metal que o orixá domina como senhor das ferramentas e da metalurgia —, ele simboliza prosperidade, nutrição da terra e fartura conquistada pelo esforço e pela luta diária. Representa a colheita abundante que o guerreiro protege.
- As carnes variadas (costela, paio, linguiça, carne seca, pé de porco) evocam a vitória na caça e na batalha, qualidades associadas ao Ogum caçador e guerreiro. A mistura reflete a união de forças diversas para um objetivo comum.
- Preparada em grandes quantidades, a feijoada é inerentemente coletiva: ninguém faz feijoada para si só. Ela reúne famílias, amigos e comunidades, espelhando o papel de Ogum como protetor da sociedade organizada, da civilização e da solidariedade em tempos de luta.
- Nas casas de santo, a feijoada é consagrada como oferenda especialmente em datas dedicadas ao orixá, como 23 de abril (Dia de São Jorge/Ogum) ou em festas específicas ao longo do ano. Ela nutre não só o corpo, mas a alma, trazendo axé (energia vital), alegria, paz interior e força para enfrentar desafios cotidianos.
- Além do aspecto espiritual, o evento combate preconceitos, valoriza a herança afro-brasileira e promove ações sociais, reforçando que a Umbanda é religião de luz, caridade e resistência cultural.
Ogum yê! Ogum megê!
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