Caminhos de fogo: churrasco e vinho? O segredo que muda tudo
Esqueça o que te disseram. Sommelier explica qual uva eleva o sabor da carne na brasa
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Há quem diga que churrasco e vinho não combinam, mas a quinta edição do Caminhos de Fogo provou o contrário. Realizado neste sábado (25/4), em Tiradentes, o evento reúne chefs experientes na arte do fogo e da brasa para mostrar que carne e taça podem, sim, formar uma dupla perfeita.
Com mais de 20 anos de experiência, o sommelier Antônio Eduardo explica que a harmonização entre carnes vermelhas e vinhos tem bases históricas e sensoriais. Segundo ele, o ponto de partida deve ser sempre o prato. “A forma mais correta é olhar primeiro para o alimento e, depois, escolher o vinho”, afirma.
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No contexto do festival, Eduardo destaca que o evento é uma oportunidade especial para compreender, na prática, como funciona esse processo. Para carnes preparadas na brasa, especialmente cortes mais intensos ou carnes de caça, ele recomenda rótulos tintos estruturados, com boa carga de taninos, acidez equilibrada e intensidade aromática, como os produzidos com a uva Malbec. “São vinhos ideais para acompanhar esse perfil de preparo”, explica.
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Se ainda existe quem duvide da combinação entre churrasco e vinho, outro mito bastante comum também persiste: o de que vinhos tintos não harmonizam com peixes e frutos do mar.
De acordo com o sommelier, a resposta depende das características da bebida e da forma de preparo do prato. Vinhos mais frescos e com acidez marcante costumam ser os mais indicados para pescados e frutos do mar, mas não há regra absoluta.
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“É importante conhecer o alimento e entender as regras básicas, mas tudo vai depender do preparo”, informa.