Xeque Mate quer brilhar neste carnaval com novidades
Além da conhecida bebida com mate, rum, guaraná e limão, chegam ao mercado dois lançamentos que complementam o portfólio de drinques prontos
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Os foliões podem ficar tranquilos: não vai faltar Xeque Mate neste carnaval. Em entrevista ao podcast Degusta, Gabriel Rochael, um dos fundadores da marca de Belo Horizonte que virou fenômeno em todo o Brasil, garante que tem mais de 10 milhões de latas espalhadas por 34 mil pontos de vendas. Nessa conta, além da conhecida bebida com mate, rum, guaraná e limão, entram dois lançamentos que complementam o portfólio de drinques prontos.
A Xeque Mate não nasceu para ser uma marca de carnaval, mas acabou se tornando a cara e o sabor da festa de rua. Não só em BH, mas também em São Paulo. “Minas Gerais e São Paulo ficam disputando quem bebe mais”, brinca Gabriel, expondo uma realidade animadora para o negócio, que imprime um ritmo acelerado de crescimento desde o início, há 10 anos: a bebida já está consolidada entre os mineiros e paulistas e neste ano quer conquistar de vez os cariocas.
Nada disso seria possível se eles não tivessem tomado a acertada decisão de montar uma fábrica própria. “Era a única alternativa naquela época”, comenta. “Tinham várias opções se você quisesse fazer cerveja artesanal. Agora ninguém tinha registro para bebida alcoólica mista e ninguém estava disposto a passar por outra vistoria para adicionar mais um registro só para atender a gente.”
Em 2015, Gabriel e o sócio, Alex Freire, começaram a fazer a bebida em casa. No segundo ano, alugaram um sítio e passaram a usar um fogão a lenha. Um ano depois, migraram para a cervejaria de um amigo, mas a janela de produção não era suficiente para a demanda deles. No quarto ano, a marca já tinha uma pequena fábrica de 80 metros quadrados.
“Hoje a gente tem uns dois mil metros quadrados. Em termos de tecnologia e estrutura, é a indústria de bebida alcoólica mista mais robusta de Minas, acredito.” A capacidade de produção está em cerca de 700 mil litros por mês. Além disso, eles fabricam o rum e o concentrado de mate, guaraná e limão que são enviados para fábricas parceiras pelo Brasil para o envase.
Pico de vendas
O verão, como um todo, concentra o maior volume de vendas no ano. Mas é no carnaval em que se observa um pico interessante de aproximação com clientes – muitos viram fãs. “Carnaval sempre gera experimentação, e num momento em que você atinge o coração da pessoa. Uma coisa é eu te dar uma bebida para você experimentar segunda-feira à tarde, no meio do expediente. Outra coisa é no sábado de carnaval, feliz, beijando na boca. Aí você experimenta e fala: pronto, apaixonei.”
Para que os foliões não fiquem desabastecidos, a fábrica opera na capacidade máxima, 24 horas por dia. A produção chega a triplicar nessa época. Depois que passa a festa, fica no dobro do ano anterior. “A nossa indústria está em constante crescimento e evolução para atender essa demanda toda, que nunca parou de crescer, desde que a gente começou.” As vendas já começam em outubro.
Dá para ver, pelo menos em BH, que tem Xeque Mate espalhado por vários supermercados. A marca também faz questão de manter uma relação de parceria com os ambulantes. “A gente sempre teve uma troca muito legal. Nos últimos anos, a gente distribui abadá, sombrinha, bandeira, vários brindes para os ambulantes trabalharem.”
Estratégias
A marca aposta na “verdade no sabor” para enfrentar as grandes indústrias. “Nosso produto é de verdade. A gente não fez pensando em vender, a gente fez pensando em beber. Então, realmente é um produto que a gente consome até hoje, mesmo depois de 10 anos.” Gabriel destaca a escolha dos ingredientes (eles foram atrás do melhor fornecedor de mate do Sul do Brasil) e o desenvolvimento da fórmula do rum Mascate, que levou muitos anos.
Outra questão é a relação com a arte e a cultura. “Gosto de falar que a gente não é a bebida que nasceu fora e quer entrar na cena cultural. A gente nasceu dentro da cena cultural e quer crescer junto com ela.” Hoje existe a Xeque Mate Estúdios, que funciona como produtora, estúdio e selo (recentemente, regravou a música e o clipe de “Mama África”, do cantor Chico César), e LAB Xeque Mate, com roupas no estilo urbano e descolado, como descreve Gabriel.
Assim como diz que nunca quis bater de frente com os gigantes (“é muito mais sobre como construir a nossa história do que sobre como bater de frente com outras histórias”), o sócio comenta que eles não enxergam outros nomes do mercado RTD (em português, pronto para beber) como concorrentes.
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“Ficar disputando com quem está do lado desbravando a igual você não é a ideia. A ideia é a gente crescer o setor de 'read to drink'. Porque esse setor tem muito para crescer. Muita gente ainda nem ouviu esse termo e tem muita gente, inclusive em BH, que ainda não tomou Xeque Mate.”
Novidades
Lançadas para este carnaval, a Mascate Drinks chega com dois sabores, ambos à base de rum: melancia, framboesa, hibisco e limão siciliano e maracujá, caju e água de coco. A ideia é oferecer sabores tropicais, leves e refrescantes, com menos calorias (40kcal por 100ml) e teor alcoólico mais baixo (6,5%).
“A nossa expectativa é de chegar, até o fim do ano, a por volta de 30% do volume de Xeque Mate com a Mascate Drinks. Hoje a gente já está chegando a 20%.”
Bar e comida
Mascate também o nome dos bares da Xeque Mate. Atualmente, são três unidades em BH: a primeira, no Mercado Novo, que só vende drinques com rum; a segunda, na Savassi, que em breve também terá cozinha; e a terceira, no Floresta, que funciona como restaurante de dia, servindo prato feito, e como bar de noite, com petiscos e atrações musicais (na quarta, por exemplo, tem karaokê com banda).
“A nossa ideia é ser uma cozinha descomplicada, mas muito gostosa”, resume Gabriel, depois que contar que o cardápio passou por reformulação liderada pelo chef Felipe Rameh (dos restaurantes Tragaluz e Lagar). Durante a entrevista, ele serviu uma porção de coxinhas sortidas, com recheios de rabada, costela e costela com catupiri.
Outra novidade é que eles acabaram de inaugurar uma unidade do bar em Caraíva, na Bahia. Lá, a cozinha já troca mais com os ingredientes da região. “Com um bom jeitinho mineiro, pelas beiradas, devagarinho, vamos crescendo e alcançando o Brasil todo”, finaliza Gabriel, com a certeza de que ainda virão muitos brindes para comemorar novas conquistas.
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