O pianista, compositor, arranjador e professor belo-horizontino Marcelo Magalhães traz a BH, pela primeira vez, o espetáculo “Memória da música brasileira – minha história”, reunindo canções autorais e composições brasileiras que, de alguma forma, marcaram sua trajetória. Ele estará acompanhado por Enéias Xavier (contrabaixo), André “Limão” Queiroz (bateria), Bernardo Fabris (saxofone), Wagner Souza (trompete) e Marcos Flávio (trombone), além de participação especial do mestre Juarez Moreira. Eles se apresentam nesta terça-feira (27/10), no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas.

 

O programa reúne faixas selecionadas entre os cinco álbuns de Magalhães: “Paisagens de minas” (2009), “Missa da Capela Magnificat” (2018), “Impressões” (2018), “Shifting perspectives” (2022) e “Beating the odds” (2024). Já as releituras incluem “Brejeiro”, de Ernesto Nazareth, e “Trem azul”, de Lô Borges (1952-2025).

“Direcionei o programa, basicamente, por minhas músicas, por músicas que tem a ver com o repertório e com a harmonia que utilizo em certas canções, além de esteticamente com meu trabalho”, explica. O pianista, que também assina a direção musical e os arranjos do espetáculo, ainda afirma que faixas marcantes em sua trajetória fazem parte do programa, como é o caso da canção do músico do Clube da Esquina. 

Os arranjos, inclusive, levam em conta as variações do repertório, com a interação e a criação em tempo real sendo um dos destaques. Segundo o músico, há canções que são executadas em trios, quartetos e até septetos. A escolha se dá levando em conta as raízes do jazz, gênero musical que ganha destaque na montagem. 

Com exceção de Wagner Souza e Marcos Flávio, os músicos que se apresentam ao lado de Marcelo Magalhães já o acompanharam em outros projetos. Alguns deles foram colegas do pianista na graduação em Música na UFMG. “São pessoas com as quais tenho um contato muito grande e afinidade também”, disse.

A conexão entre os músicos garante melhor funcionamento da improvisação. “A maioria das músicas que vamos tocar tem muita improvisação coletiva. O nosso combinado é no sentido de chegar a um determinado nível de tensão, ou relaxamento, em relação à música. Todo mundo [em cena] conversa e interage para criar uma história mesmo, em tempo real. As ideias vão surgindo, o clima vai chegando e assim a música vai acontecendo. O legal é que tudo é inédito, embora a gente já tenha tocado essa música em outras ocasiões, o resultado é sempre inédito”, explica.  

“Não vejo muita diferença entre a música erudita ou a de concerto, com a música improvisada, no caso o jazz. Vejo que são só maneiras diferentes de falar, são sotaques. É um tipo de música que, de certa forma, dá muita liberdade. Ela engloba vários contextos, várias histórias, várias épocas diferentes. Acho que é um meio muito eficaz e assertivo para a expressão musical”, diz Marcelo Magalhães. 

“MEMÓRIA DA MÚSICA BRASILEIRA – MINHA HISTÓRIA”

Com Marcelo Magalhães e sexteto, nesta terça-feira (27/10), às 20h, no Teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas (Rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Últimos ingressos à venda pela plataforma Sympla e na bilheteria do teatro. R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia), R$ 25,50 (sócio MTC e Unimed inteira) e R$ 12,75 (sócio MTC e Unimed meia)

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

*Estagiária sob supervisão do editor-executivo João Renato Faria

compartilhe