Mexicana Cristina Rivera Garza tem 98% de chances no ranking da plataforma Kalshi - (crédito: Instagram/reprodução)
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O resultado do Prêmio Nobel de Literatura 2026 será divulgado na manhã desta quinta-feira (8/10) em Estocolmo, na Suécia. As mulheres estão entre os nomes mais fortes nas casas de apostas e na imprensa internacional.
A plataforma de previsões Kalshi, na tarde de hoje (7/10), colocava a mexicana Cristina Rivera Garza na liderança, com 98% de chances estimadas de vitória. Na sequência, vieram Can Xue, pseudônimo da escritora chinesa Deng Xiaohua, com 39%, e a canadense Anne Carson, com 27%.
Os percentuais refletem as negociações do mercado de previsões e podem mudar até o anúncio do vencedor. Os números não refletem as preferências da Academia Sueca, que, por 50 anos, vem mantendo em sigilo os nomes indicados e os detalhes do processo de escolha.
Os dados se referem ao mercado internacional, já que a Kalshi não opera no Brasil. A plataforma, que reúne mercados de previsão sobre vários eventos, foi bloqueada pelo governo federal em abril deste ano, junto a outras empresas do setor.
Kalshi aponta a autora chinesa Can Xue com 39% de chances de receber o Nobel
Chen Xiaozhen/AFP
O jornal britânico The Guardian aponta Carson e Can Xue como as favoritas. Considera Carson, de 76 anos, autora de “estilo híbrido”, que combina histórias contemporâneas com mitos antigos.
A respeito de Can Xue, destaca que a escritora aparece entre os nomes favoritos ao Nobel há vários anos. O japonês Haruki Murakami, o australiano Gerald Murnane e a canadense Margaret Atwood são outros nomes citados pelo diário.
Nos últimos anos, o Nobel de Literatura tem alternado vencedores homens e mulheres. A sul-coreana Han Kang recebeu o prêmio em 2024 e, no ano seguinte, o húngaro László Krasznahorkai foi o escolhido. O prêmio já havia sido concedido ao norueguês Jon Fosse, em 2023, e à francesa Annie Ernaux, em 2022.
A autora canadense Anne Carson é aposta do diário britânico The Guardian para o Prêmio Nobel de Literatura 2026
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A mineira Adélia Prado e o amazonense Milton Hatoum chegaram a aparecer entre os cotados nos últimos meses, mas estão longe dos nomes mais fortes nas apostas para o prêmio, que nunca foi entregue a um autor brasileiro.
O processo da escolha começa mais de um ano antes da divulgação do vencedor. Em setembro, o Comitê do Nobel envia pedidos de indicação a centenas de professores de literatura e linguística, antigos vencedores do prêmio e a representantes de associações de escritores de diferentes países. Autoindicações não são permitidas.
As sugestões chegam até o fim de janeiro. Em maio, o Comitê do Nobel fecha a lista de cinco candidatos, apresentada aos 18 integrantes da Academia Sueca. Entre junho e agosto, eles leem as obras dos selecionados e discutem os nomes. Em setembro, começam os debates finais.
A votação ocorre no início de outubro, e o vencedor precisa obter mais da metade dos votos. A entrega do prêmio é realizada em 10 de dezembro, data da morte do patrono Alfred Nobel (1833-1896). O vencedor recebe medalha, diploma e 12 milhões de coroas suecas, cerca de R$ 6 milhões.