A facilidade de comprar ingressos pela internet acompanha um aumento nas tentativas de golpe. Estratégias como sites que imitam páginas oficiais, perfis clonados e links suspeitos em redes sociais são usadas para enganar consumidores, muitas vezes solicitando pagamentos via Pix.
Um levantamento da Redbelt Security identificou 778 domínios criados para simular plataformas de venda de ingressos entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026. Desse total, 214 já estavam ativos e coletavam dados de consumidores em busca de entradas para shows e outros eventos.
Guilherme Feldman, CEO da BD (Bilheteria Digital), afirma que os golpes exploram o medo de ficar de fora e a pressa para garantir a compra. “A principal orientação é sempre confirmar a origem do link e comprar apenas pelos canais indicados pelo organizador do evento”, diz.
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Segundo Lino Gontijo, Diretor de Tecnologia da BD, as fraudes estão mais sofisticadas. “Hoje, uma página falsa pode copiar identidade visual, logotipo, cores e até simular etapas de pagamento. É preciso conferir endereço, domínio, canal de origem e dados do pagamento”, explica.
5 dicas para uma compra segura
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Comece sempre pelo canal oficial
Procure o site oficial do evento ou da produtora. Evite acessar links recebidos por mensagens ou redes sociais. Em caso de dúvida, digite o endereço da plataforma diretamente no navegador em vez de clicar em links de terceiros. -
Confira o endereço do site com atenção
Golpistas criam páginas parecidas com as originais, alterando apenas uma letra ou um símbolo. Verifique o endereço completo e desconfie de sites com erros de português, layout estranho ou links quebrados. -
Cuidado com revendas informais
Em eventos esgotados, criminosos se passam por cambistas ou vendedores independentes. Frases como “últimas unidades” ou “precisa pagar agora” devem gerar alerta. Mesmo com o envio de supostos comprovantes, o ingresso pode ser falso ou duplicado. -
Tenha atenção com pagamentos por Pix
O Pix é rápido, o que facilita golpes. Antes de pagar, confira o nome do destinatário. Se não tiver relação com a empresa responsável pela venda ou for uma pessoa física desconhecida, interrompa a transação. -
Não compartilhe seu ingresso
Após a compra, não publique imagens do ingresso, QR Code ou código de barras nas redes sociais. Essas informações podem ser copiadas e utilizadas por outras pessoas. Guarde o ingresso em local seguro e apresente-o apenas na entrada do evento.
O que fazer em caso de suspeita?
Se desconfiar de um site ou vendedor, interrompa a compra e procure os canais oficiais da plataforma de ingressos. Caso o pagamento já tenha sido realizado, a recomendação é acionar o banco imediatamente, reunir todos os comprovantes e registrar um boletim de ocorrência.
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“A segurança da compra depende de tecnologia, monitoramento e orientação. O consumidor também tem um papel importante: desconfiar de atalhos, checar a origem da oferta e buscar ajuda antes de pagar”, reforça Feldman.
