Filme sobre Bolsonaro tem estreia adiada nos cinemas para 2027
Longa "Dark Horse" aborda a eleição de 2018 e teve lançamento postergado por ajustes na divulgação e pendências burocráticas, segundo a distribuidora
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A distribuidora Europa Filmes adiou para 2027 a estreia nos cinemas brasileiros de "Dark Horse", cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A empresa responsável pelo lançamento desistiu de colocar a produção cinematográfica em cartaz no país ainda em 2026.
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O plano original traçado para o longa previa a chegada do filme às salas entre novembro e dezembro de 2026, logo após o segundo turno das eleições. A empresa avaliou que a janela temporal restante até o final do ano seria curta demais para estruturar a campanha de divulgação do projeto.
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O calendário apertado de promoção não foi o único fator decisivo. O longa-metragem ainda precisa regularizar trâmites burocráticos para viabilizar a exibição no mercado nacional. A Agência Nacional do Cinema (Ancine) emitiu em agosto passado o Registro de Obra Estrangeira. Apesar desse passo, outros certificados obrigatórios do órgão regulador sequer foram solicitados pela distribuidora do filme.
Com aproximadamente 1h40' de duração e direção do cineasta norte-americano Cyrus Nowrasteh, o enredo foca a corrida eleitoral de 2018, com episódios marcantes daquela disputa.
Entre os momentos destacados na obra está o ataque a faca contra Bolsonaro durante agenda de rua em Juiz de Fora, em Minas Gerais. A produção cinematográfica enfrenta questionamentos na Justiça sobre a origem do dinheiro utilizado em sua realização. Uma das frentes de apuração mira repasses que somam cerca de R$ 61 milhões efetuados por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Paralelamente, a Polícia Federal investiga se emendas parlamentares foram desviadas para companhias e instituições ligadas à criação da obra.
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No mês de setembro, agentes cumpriram mandados contra o deputado federal Mario Frias e a empresária Karina Ferreira da Gama, vinculada à produtora Go Up Entertainment. A ação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, busca esclarecer se verbas públicas destinadas a entidades da empresária bancaram o filme de forma irregular.