Fácil. Extremamente fácil. Assim foi o show do Jota Quest na noite deste sábado (25/7), como parte da programação do Prime Rock Brasil, na Esplanada do Mineirão. A banda de Belo Horizonte jogou em casa e emendou sucessos e até versões de Tim Maia, como “Acenda o farol” e “Descobridor dos sete mares”.

"A coisa mais difícil de tocar em um festival é montar o repertório", disse o vocalista Rogério Flausino, ao Estado de Minas, antes do concerto. "Diferentemente dos shows da nossa turnê, temos um tempo de apresentação reduzido. Então temos que diminuir muito o número de músicas. Cada integrante da banda quer tocar uma canção. Só aí já são cinco músicas. Decidir quais serão as outras é um desafio enorme", comentou.

No show, o Jota Quest repassou por quase toda a fase da banda, desde o primeiro disco, "J. Quest" (1996), até o tributo a Tim Maia, que deverá sair em álbum nos próximos meses. Entraram no setlist clássicos como "O sol", "Dias melhores", "Amor maior" e a versão dos mineiros para "Além do horizonte", de Roberto e Erasmo Carlos.

Da fase inicial, a banda tocou "As dores do mundo" e "De volta ao planeta dos macacos", do disco homônimo de 1998. "Metade do pessoal que está aqui hoje nem era nascido quando essa música foi feita", brincou Flausino.

Jota Quest fez de sua apresentação, ao mesmo tempo, baile e karaokê, inserindo até a letra das músicas no telão com a indicação da velocidade em que se devia cantar cada palavra. Na vez de tocar Tim Maia, conseguiu algo difícil: aumentar a energia da plateia, que já estava lá no alto.

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Como cantou o próprio Flausino, foi fácil, extremamente fácil "pra você, e eu e todo mundo cantar junto".

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