Quando o Skank anunciou o fim das atividades, em 2023, Samuel Rosa deu várias declarações dizendo que o grupo estava virando um cover de si mesmo. No show no Prime Rock, na Esplanada do Mineirão, na tarde deste sábado (25/7), porém, o cantor e compositor não deixou fora hits de sua antiga banda.
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"Eu me referia ao processo criativo", disse o músico ao Estado de Minas depois do concerto. "Toda banda expira no quesito criação. Em um determinado momento, ela passa a ficar apenas defendendo seu repertório", explicou.
Responsável por um dos shows mais empolgantes do Prime Rock, Samuel Rosa tocou "Tão seu", "Jackie Tequila", "Dois rios", entre outros clássicos do Skank. E também apresentou músicas de seu disco mais recente, "Rosa", e uma versão de "Tarde vazia", do Ira!. Ele, inclusive, gravou com a banda paulistana.
"Não posso ser proibido de defender minhas músicas. Muita gente perguntava: 'Você pode tocar as canções do Skank?'. Eu respondia: "Claro! Você também pode'", lembrou, em tom bem-humorado.
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"É óbvio que eu não vou encarar uma multidão de 30 mil pessoas, encarar uma carreira solo e ter uma amnésia com meu passado", ressaltou. "Hora nenhuma eu disse que não tocaria minhas músicas (gravadas com o Skank). Quero insistir nas músicas recentes, da carreira solo. Mas isso não vai ser da noite para o dia".
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No palco, Samuel fez outro aceno ao Skank: chamou o ex-colega de banda Haroldo Ferretti para tocar bateria em algumas canções.
