Anderson Leonardo morreu há mais de dois anos após tratar um câncer, mas o impasse em torno da herança do vocalista do Molejo segue sem solução. Sua ex-mulher, Paula Cardoso, veio a público cobrar clareza sobre os valores que o grupo arrecada nas apresentações e de quanto a filha do cantor efetivamente recebe.

Em entrevista ao "Domingo espetacular", da Record, Paula disse não ter acesso a contratos nem a comprovantes de despesas. "Eu só recebo o que eles acham que é de direito mandar pra gente. Eu só quero transparência", afirmou. Ela e Anderson ficaram juntos por sete anos e já estavam separados quando ele morreu. "Ele morreu, faltavam 4 dias pra minha filha fazer 4 anos", disse.

Câncer na região inguinal: a doença que matou Anderson, do Molejo

A principal queixa de Paula é o critério adotado para distribuir os cachês. Segundo ela, a participação de Anderson é tratada como se fosse a de qualquer outro integrante, sem considerar o peso que ele tinha no grupo. "O Molejo é do Anderson", declarou, argumentando que a voz e a identidade pública da banda eram dele.

A ex também falou do impacto emocional de acompanhar tudo isso. "Para mim é como se a memória dele tivesse sido rasgada", lamentou, ao se referir não ao artista, mas a Anderson de Oliveira, o homem que ela conheceu.

Do lado do grupo, o integrante Andrezinho negou qualquer conflito aberto. "Não tem confusão, não tem briga", disse, acrescentando que ele próprio também não tem acesso direto aos contratos. Sobre a divisão anterior, explicou que Anderson recebia uma fatia maior por ser o cantor, não por ser dono da banda, e que após a morte isso foi igualado entre todos.

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Andrezinho ainda lembrou que foi o próprio Anderson quem pediu que o grupo continuasse. "Ele já foi passando para a gente essa determinação, esse fortalecimento de entendimento de que a gente precisava dar continuidade ao nosso trabalho", disse.

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