Fenac resiste às dificuldades e abre hoje sua 56ª edição em Tiradentes
Festival Nacional da Canção, o evento do gênero mais longevo do país, começa nesta sexta (24/7), com 20 músicas classificadas. Sábado, tem show de Sidney Magal
compartilhe
SIGA
Já são 56 anos ininterruptos em cartaz. Em 2025, ele quase foi inviabilizado por uma série de fatores, como a não liberação da verba acertada com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult-MG) e a tempestade que comprometeu a estrutura montada para a estreia em Tiradentes. No entanto, o Festival Nacional da Canção (Fenac) resiste. Contornou os percalços, premiou o paranaense David Mour na final em Boa Esperança e está de volta neste fim de semana.
Leia Mais
A partir das 20h desta sexta-feira (24/7), competidores apresentarão 10 músicas no palco montado em Tiradentes, na Praça da Rodoviária. Amanhã, no mesmo horário, o público conhecerá mais 10. Sábado, tem show de Sidney Magal.
“Este ano, não temos grandes sustos. Mas a gente sabe que mexer com cultura não é fácil. É tudo uma correria, precisamos nos readequar sempre”, diz Gleizer Naves, idealizador do festival. “Tudo indica que não teremos grandes problemas como em 2025.”
Desta vez, o Fenac vai contar com a inteligência artificial. De acordo com Naves, a IA será usada para estabelecer diálogo com os apresentadores e o público. Dessa forma, o festival não ficará estagnado no mesmo formato. “Esperamos que as pessoas reconheçam isso”, ele ressalta.
Este ano, inscreveram-se cerca de 1,2 mil canções. Desse total, 120 foram selecionadas, com autores e intérpretes de 22 estados brasileiros. Isso evidencia a multiplicidade sonora do repertório, com estilos típicos do Amapá, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e de vários pontos do Nordeste, por exemplo.
Depois de Tiradentes, na Região do Campo das Vertentes, haverá etapas nas seguintes cidades sul-mineiras: São Thomé das Letras, Campo Belo, Coqueiral, Perdões, Nepomuceno e Boa Esperança.
Das 20 músicas apresentadas em Tiradentes, quatro serão selecionadas pelo júri para as semifinais de Boa Esperança, em 4 e 5 de setembro. Cada semifinalista recebe R$ 2,5 mil e continua concorrendo ao prêmio principal, o troféu Lamartine Babo e mais R$ 23 mil. A finalíssima está marcada para o dia 6.
“Por que só quatro músicas passam em cada etapa? Porque não tem jeito. Se mudar o esquema, não vai caber. Não posso levar 40 músicas para Boa Esperança, pois não tem jeito de apresentar tantas semifinalistas. Então, infelizmente, só quatro canções passam para as semifinais”, explica Gleizer Naves.
“Os compositores estão entendendo que não é só ganhar”, acrescenta o idealizador do Fenac. “O mais importante é mostrar o trabalho. Ano passado, uma menina fora do comum, compositora do Norte, chegou à semifinal, mas não ganhou. Eu a encontrei chorando. Disse a ela que o talento apresentado ali iria reverberar, que novas pessoas a ouviriam. Resultado: ela voltou este ano com duas músicas lindíssimas. Entendeu que o festival não é para quem ganha, é para quem participa”, finaliza Gleizer Naves.
56º FESTIVAL NACIONAL DA CANÇÃO
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Primeira etapa do Fenac, em Tiradentes. Nesta sexta (24/7) e sábado (25/7), às 20h, na Praça da Rodoviária, no Centro Histórico. Show de Sidney Magal no sábado. Entrada franca.