Ator denuncia ter sofrido racismo em shopping da Zona Sul carioca
Vitor Feitosa afirma ter sido atacado por um homem após perguntar onde ficava o banheiro no Shopping da Gávea; episódio ocorreu no último dia 23 de junho
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro apura uma denúncia de agressão contra o ator Vitor Feitosa, ocorrida no Shopping da Gávea, na Zona Sul. O artista afirma ter sido atacado por um homem após perguntar onde ficava o banheiro do estabelecimento.
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O episódio ocorreu no dia 23 de junho, mas teve repercussão recente após o desabafo da vítima. No momento da abordagem, o ator passeava pelo centro de compras acompanhado de seu filho de apenas 3 anos.
Investigação avalia motivação racial no ataque
Em suas redes sociais, Vitor compartilhou imagens do homem envolvido e descreveu a situação: "Assim que pedi a informação, a resposta dele foi imediata e violenta: disse que não me daria dinheiro, mandou que eu sumisse dali com meu filho e, em seguida, me agrediu com uma cabeçada no rosto".
"Diante da minha indignação, ele passou a repetir, com total arrogância, que não daria em nada porque eu não sabia quem ele era, e que eu não era ninguém. Depois que a segurança do shopping e a polícia chegaram e fomos todos para a delegacia, o agressor mudou a postura. Teve a audácia de me pedir para deixar isso para lá e aceitar apenas um pedido de desculpas", contou na publicação.
O caso foi levado por policiais militares à delegacia do Leblon, onde terminou registrado como lesão corporal. A defesa do artista, no entanto, contesta a classificação e defende que o crime seja tratado como injúria.
Defesa aguarda imagens de câmeras do shopping
Sobre a divergência no registro, a Polícia Civil esclareceu que a análise inicial pode sofrer alterações. Segundo a instituição, "a tipificação inicial de um registro não define a conclusão da investigação", podendo ser adaptada conforme o surgimento de novas evidências.
O advogado Saulo Carvalho, que representa o ator, acompanha o andamento do procedimento policial. A defesa agora aguarda que o shopping libere as imagens do circuito interno de segurança para que o material seja anexado ao inquérito.
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Pelas redes sociais, Feitosa reforçou o pedido para que as autoridades identifiquem os responsáveis e que o caso tenha um desfecho justo perante o Judiciário.