Estreia de jovem diretora vence mostra competitiva na CineOP
‘Irritante prodígio’, de Luiza Lindner, costura memórias e situações vividas pela própria diretora ao longo da adolescência
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O longa “Irritante prodígio”, da jovem catarinense radicada em São Paulo Luiza Lindner, venceu a Mostra Contemporânea Competitiva Arquivos em Questão, da 21ª Mostra de Cinema de Ouro Preto. O anúncio foi feito na noite de terça-feira (30/6). Trata-se do primeiro longa-metragem da jovem de 22 anos.
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Em pouco mais de 80 minutos, o filme traz imagens registradas e editadas ao longo de quatro anos, quando a diretora tinha 17 e 21 anos. São memórias e situações vividas pela própria Luiza, costuradas sem linearidade e que apresentam a batalha psíquica e emocional que ela enfrenta desde a infância.
No filme, Luiza lida com o excesso de sensações. Expõe ao espectador seus pensamentos, filma as próprias crises de pânico e faz da superfície do vídeo suporte para representar o turbilhão de sentimentos que enfrenta em relação à saúde mental.
Além das imagens de arquivo, ela lança mão de áudios de WhatsApp, prints de telas e grafias escritas à mão, que complementam a ideia desenvolvida pelas imagens. “Acredito que é uma evidência de atitude que deixa de ser apenas retrato quando colocada na linha narrativa justificando e vulnerabilizando a personagem”, disse Luiza em entrevista feita para o catálogo da CineOP. “Eu não saberia quem eu sou se não tivesse primeiro encontrado, depois gravado, então editado esses vídeos”.
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“Irritante prodígio” competiu com “Proust palimpsesto: Pastiches e misturas”, de Carlos Adriano; “Notas sobre um desterro”, de Gustavo Castro; “Apopcalipse segundo Baby”, de Rafael Saar; e “Universo circular – Jocy de Oliveira”, de Dácio Pinheiro.