SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Governo Federal inaugurou a Tela Brasil, plataforma pública e gratuita de streaming do audiovisual brasileiro, no último sábado (30/5).

Em parceria com a Universidade Federal de Alagoas (UFAL), a primeira iniciativa federal da categoria reúne 555 obras nacionais, entre curtas, médias e longas-metragens, telefilmes e produções seriadas realizadas de 1910 a 2025.

 


Neste primeiro momento, o streaming está disponível apenas na versão web com acesso pelo site Tela Brasil  por meio do cadastro realizado no Gov.br. As versões para Android e IOS estarão habilitados até 30 dias depois do lançamento do serviço.

Grátis e sem anúncios, a seleção inaugural aposta na diversidade de conteúdo, com destaque para cinemas negros, indígenais e regionais, títulos dirigidos por mulheres e filmes voltados para o público infantojuvenil.

Além disso, há também uma listagem de 19 obras que representaram o Brasil na disputa pelo Oscar, desde "Carandiru", de Héctor Babenco, até "O Menino e o Mundo", de Alê Abreu.

Já figuram entre os mais assistidos "A Hora da Estrela", adaptado do livro homônimo de Clarice Lispector, "Deus e o Diabo na Terra do Sol", de Glauber Rocha. e "O Que É Isso, Companheiro?", de Bruno Barreto, estrelado por Fernanda Torres e Pedro Cardoso.

Com o tempo, o acervo da TV Brasil também integrará a Tela Brasil. Ao todo, mais de 150 títulos da emissora pública serão disponibilizados ao público, incluindo o programa de entrevistas "Sem Censura".

Veja, a seguir, dicas do que assistir:

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"Cinema, Aspirinas e Urubus"

Brasil, 2005. Dir.: Marcelo Gomes. Com: João Miguel, Peter Ketnath e Fabiana Pirro. 104 min. 14 anos.

O road movie foca a amizade entre um alemão fugitivo da Segunda Guerra Mundial e um sertanejo, que viajam vendendo aspirinas e exibindo sessões de cinema para populações isoladas.

 

"Ilha das Flores"

Brasil, 1989. Dir.: Jorge Furtado. 12 min. 12 anos.

O curta acompanha a jornada de um tomate, atravessando animais, lixo, mulheres e crianças.

 

"Lixo Extraordinário"

Brasil 2010. Dir.: Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley. 98 min. Livre.

O renomado artista plástico brasileiro Vik Muniz vai até Jardim Gramacho, na Baixada Fluminense, considerado o maior aterro sanitário do mundo, para retratar os personagens locais, seus sonhos e suas rotinas diante da dura realidade. Indicado ao Oscar de melhor documentário.

 

"O Órfão"

Brasil, 2018. Dir.: Carolina Markowicz. Com: Kauan Alvarenga, Georgina Castro e Ivo Müller. 16 min. 12 anos.

Jonathas foi adotado, mas logo devolvido ao abrigo por causa de seu jeito diferente. Ele lida com o sentimento de rejeição enquanto busca viver sua autenticidade.

 

"O Quatrilho"

Brasil, 1995. Dir.: Fábio Barreto. Com: Glória Pires, Patrícia Pillar e Bruno Campos. 97 min. 14 anos.

No Rio Grande do Sul da década de 1910, dois casais de amigos decidem morar na mesma casa para sobreviver em uma comunidade rural composta por imigrantes italianos. A dinâmica entre os quatro se intensifica quando a esposa de um se envolve com o marido da outra e a dupla de amantes decide fugir.

 

"São Paulo, Sociedade Anônima"

Brasil, 1965. Dir.: Luiz Sergio Person. Com: Walmor Chagas, Eva Wilma e Darlene Glória. 110 min. 12 anos.

O filme acompanha Carlos, um jovem da classe média que ascende profissionalmente durante a industrialização, mas enfrenta um vazio existencial e insatisfação pessoal.

 

"Tia Ciata"

Brasil, 2017. Dir.: Raquel Beatriz, Mariana Campos. 26 min. Livre.

O documentário segue a trajetória de Tia Ciata, figura central na resistência cultural brasileira. No Rio de Janeiro, ficou marcada por sua liderança comunitária e religiosa, contribuindo para as matrizes afro-brasileiras que influenciaram a formação do país.

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O legado da ativista é refletido em depoimentos de mulheres negras atuantes em diferentes frentes de combate ao racismo nos dias de hoje.

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