Que se Dance fecha sua primeira edição com evento gratuito no Marília
Projeto encerra programação, nesta terça (16/6), com videodança inédita, debate e apresentação do coletivo Gyals Di Uai
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Criado com a proposta de ampliar o acesso à dança e fortalecer a presença dessa arte em Belo Horizonte, o projeto Que se Dance encerra sua programação nesta terça-feira (16/6), com atividades gratuitas no Teatro Marília.
Ao longo de quatro meses, o projeto promoveu oficinas de curta e longa duração, residência artística e rodas de conversa em diversos espaços da capital. A programação foi voltada para artistas, estudantes, educadores e pessoas interessadas em dança.
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Samuel Carvalho, um dos produtores do Que se Dance, conta que a procura pelas atividades superou as expectativas. Embora o número total de participantes ainda esteja sendo contabilizado, ele destaca a forte adesão do público.
“A gente ficou muito feliz com o número de pessoas que foram se inscrevendo ao longo do processo e tendo acesso às oficinas. A cada inscrição, a gente percebia o quanto as pessoas estavam necessitadas da disponibilização de oficinas de dança na cidade”, afirma.
De acordo com ele, chamou a atenção a receptividade encontrada ao longo do projeto. “Achei o número de inscritos bom, a recepção melhor ainda. O público foi muito generoso com a gente que estava chegando, assim como os artistas e professores que participaram do projeto”, comemora.
Carvalho iniciou sua trajetória na dança em um período de intensa movimentação da cena belo-horizontina. “Comecei a dançar por volta de 2006, época em que o movimento da dança em Belo Horizonte estava muito forte. Você tinha o Festival Internacional de Dança (FID) e muitas oficinas com professores que hoje são considerados mestres”, recorda.
A programação desta edição contemplou diferentes públicos, com atividades voltadas para pessoas com deficiência, crianças, idosos e praticantes de diversos estilos, incluindo danças populares e urbanas.
O encerramento terá a exibição da videodança desenvolvida durante residência artística realizada na última semana, com sete alunos. Eles passaram por diferentes etapas da produção audiovisual e desenvolveram coletivamente o trabalho que será apresentado ao público.
“Videodança é um material audiovisual que utiliza técnicas do cinema e da dança para sua construção. Ela foi criada junto dos professores, da equipe de produção do Que se Dance e dos residentes”, explica Carvalho.
Roda de conversa
Outro destaque da noite desta terca-feira será a roda de conversa "Descentralização e diversidade na cultura de Belo Horizonte", com participação dos artistas e professores Flavi Lopes e Rodrigo Antero.
Encerrando a programação, o coletivo Gyals Di Uai apresenta o espetáculo "FAYAH", com participação de Tiffany Gomes.
Animado com os resultados alcançados, Samuel Carvalho já planeja a continuidade da iniciativa. “A gente sai desse projeto muito feliz, esperando realizar a segunda edição e manter o projeto circulando”, afirma.
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ENCERRAMENTO DO PROJETO QUE SE DANCE
Nesta terça-feira (16/6), às 19h, no Teatro Marília (Av. Prof. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Entrada gratuita, com retirada de ingresso na plataforma Sympla.