Aos 68 anos, o compositor e violonista Pedro Ruiz lança seu primeiro álbum, “Mar geral”, com show no Bar e Museu Clube da Esquina, nesta quinta-feira (28/5), às 21h. Ele se apresenta ao lado de Thiago Nunnes (violão e guitarra), Alexandre Andrés (flauta), Bruno Vellozo (baixo) e Serginho Silva (bateria e percussão).



Algumas das 12 canções do disco foram escritas ainda na juventude, sob inspiração do Clube da Esquina e de artistas como Chico Buarque, Tom Jobim, Caetano Veloso e Gilberto Gil.



Pedro Ruiz cresceu em Manhuaçu, na Zona da Mata mineira, onde morou em frente a um cinema. Ali, ouvia trilhas de filmes que ecoavam das sessões, com “músicas interessantes” e tangos argentinos, relembra.



“Apareceu um violão lá em casa quando tinha 8 anos, depois disso não larguei mais. Fui morar no Rio de Janeiro, aprendi a tocar com professores muito bons, mas a minha relação com a música sempre foi um hobby”, afirma Pedro.



Até então autodidata, ele estudou com a arranjadora e violonista Célia Vaz, com o instrumentista Ian Guest e com os violonistas Almir Chediak e Leo Soares, na escola carioca ProArte.



Pedro seguiu outra profissão, aposentou-se e decidiu gravar o primeiro disco. O processo começou em junho de 2022, em Belo Horizonte, com produção de Thiago Nunnes, violonista, guitarrista e professor, no estúdio Di Casa. Ruiz ainda mora em Manhuaçu, mas vem frequentemente à capital.



“Gosto muito de tocar, cantar e compor. Estou sempre inventando uma musiquinha ou outra”, diz. As faixas “Mar geral” e “Meu curumim” falam de memórias e sobre o que se perdeu. “Carroça” (primeira composição dele, aos 16 anos),



“Manhuassú” e “Terras de Minas” tratam da vida no interior e do amor pela cidade natal. Voz e violão prevalecem na sonoridade do disco.



Tendo o Clube da Esquina como uma de suas referências, o show no bar ligado ao movimento musical é significativo para o violonista.



“É uma satisfação e uma honra muito grande poder lançar um disco meu naquele espaço, nunca imaginei que pudesse acontecer. Já fui lá várias vezes, ouvi o pessoal do Clube da Esquina cantar.”



Antônio Julião


A escolha da capa de “Mar geral” também é significativa para ele. A arte foi cedida pela família do artista plástico Antônio Julião, amigo de Ruiz. Ele morreu em 1980, vítima de acidente ferroviário em Barcelona, na Espanha.



“Julião levou muita coisa boa para Manhuaçu, criou um cineclube lá, sempre foi muito participativo culturalmente. Então, me veio a ideia de divulgar sua arte no meu disco. Há obras dele tanto na capa quanto na contracapa. Isso foi muito gratificante para mim, fiquei feliz. É uma homenagem a ele”, revela.



“MAR GERAL”
• Álbum de Pedro Ruiz
• 12 faixas
• Independente
• Disponível nas plataformas de streaming



PEDRO RUIZ
Show de lançamento do álbum “Mar geral”. Nesta quinta-feira (28/5), às 21h, no Bar e Museu Clube da Esquina (Rua Paraisópolis, 738, Santa Tereza). Entrada franca.

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* Estagiária sob supervisão da editora-assistente Ângela Faria


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