Retomando as atividades do projeto Música Minas - Memória, Presença e Futuro, mais uma edição de roda de conversa e sarau chega ao Conservatório UFMG nesta quinta-feira (14/5), às 18h. Com o tema “Música de infância” e mediação de Eugênio Tadeu, os músicos Marcos Rhossard, Bianca Luar e Musicopai são os convidados da semana. 

“É um tema que envolve diferentes nichos. Envolve mães, mercado de trabalho, crianças, a maneira como crianças estão participando do setor da música, não só dentro dessa parte de consumo, mas também as que criam material para a infância”, explica a cantora e pesquisadora Lívia Oliveira Itaborahy.

Musicopai é professor de musicalização infantil e pai de três crianças, com cerca de 20 anos de carreira na música. Eugênio Tadeu é professor da graduação em Teatro e do Prof-Artes da Escola de Belas Artes da UFMG, ele ainda é integrante do Grupo Serelepe e do Movimento Música e Infância. Bianca Luar é cantora, especialista em Educação Musical pela UFMG e fundadora da banda infantil Circo Marimbondo/ Clube da Esquina para crianças. Marcos Rhossard é músico, arte-educador e produtor de instrumentos de percussão artesanais. 

O sarau marca o retorno do programa, inicialmente criado em 2009 pelo Fórum da Música de Minas Gerais. Até 2013, por meio de feiras, festivais e espaços de debate com músicos, produtores e gestores culturais, o projeto inseriu cerca de 740 artistas em, ao menos, 170 propostas e editais. À frente da iniciativa de reviver o Música Minas estão Lívia Oliveira Itaborahy e Lucas Mortimer, integrante do Fórum e conselheiro do Instituto Imersão Latina.

O Fórum da Música de Minas Gerais reúne artistas, produtores, técnicos, coletivos e associações que estabelecem diálogos entre diferentes agentes da música e o poder público. 

“Também precisamos de incentivo para circulação. O programa Música Minas era justamente para isso, para possibilitar passagens, conexões com feiras, estadia em residências artísticas, parte fundamental da carreira do artista e que normalmente é a que mais demanda fluxo de dinheiro”, afirma Lívia Oliveira. 

Desde 2013 o programa esteve desativado. Segundo a pesquisadora, o Fórum da Música passou a discutir o retorno do projeto há cerca de sete anos, pouco antes da pandemia de Covid-19. “Percebemos que seria muito legal se conseguíssemos ter material que comprovasse toda a atuação e gestão desse programa, que deu muito certo na época. Pensamos que seria muito importante também termos um livro de memórias do projeto”.

O livro está sendo idealizado através de entrevistas com pessoas que já participaram do Música Minas, pela busca de artigos sobre o projeto e programas de antigas edições já realizadas que, segundo Lívia Oliveira, muitas vezes vinham com CDs. A previsão é que o livro seja lançado em julho, ainda sem data definida. 

“Minas Gerais é um estado muito grande e tivemos há muito tempo atrás esses programas que faziam a interiorização do setor da música, até mesmo com caravanas de artistas. Muita coisa se perdeu por conta da falta de políticas públicas. Todos nós do Fórum da Música somos voluntários, nos organizamos para conseguir essas verbas”, afirma. 

“Para mim, a música de Minas é muito competitiva com a que está sendo produzida no Brasil inteiro, temos muita coisa importante que precisa ser alimentada, fomentada, inclusive a parte da cultura que pega nos tambores de Minas, manifestações do povo, como produções que são vinculadas a plataformas”.

Roda de conversa e Sarau Música Minas

Com Musicopai, Marcos Rhossard, Bianca Luar e Eugênio Tadeu nesta quinta-feira (14/5), às 18h, no Conservatório UFMG (Avenida Afonso Pena, 1534, Centro). Entrada franca.

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*Estagiária sob supervisão do subeditor Gabriel Felice

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