A estilista e ex integrante da banda Spice Girls Victoria Beckham afirmou que ela e o seu marido, o ex-jogador David Beckham, "sempre tentaram ser os melhores pais possíveis", em sua primeira resposta pública após o filho mais velho do casal, Brooklyn Peltz Beckham, expor publicamente um desentendimento dentro da família.

Brooklyn publicou, em janeiro (19/1), um longo comunicado no Instagram, no qual acusou os pais de tentarem "arruinar" seu relacionamento com a esposa, Nicola Peltz, e de basearem o amor familiar na promoção pública da "marca Beckham".

Em entrevista ao jornal americano The Wall Street Journal, Victoria disse: "Acho que sempre nós amamos muito nossos filhos… Nós sempre tentamos ser os melhores pais possíveis. E, sabe, estamos sob os holofotes há mais de 30 anos, e tudo o que sempre tentamos fazer foi proteger nossos filhos e amá-los."

Victoria desejou feliz aniversário a Brooklyn nas redes sociais no mês passado (4/3), mas a entrevista marca seu primeiro comentário direto sobre o desentendimento familiar.

Em um comunicado de seis páginas publicado no Instagram em janeiro (19/1), Brooklyn deixou claro que a relação com os pais havia se deteriorado, afirmando que se sentiu obrigado a responder depois que eles "continuaram a recorrer à imprensa".

Segundo Brooklyn, sua mãe "desistiu de fazer o vestido [de casamento] de Nicola de última hora" e "dançou de forma muito inapropriada comigo diante de todos" durante a cerimônia.

Ele também afirmou que a sua família valoriza "a promoção pública e os contratos de publicidade acima de tudo", acrescentando que "o 'amor' familiar é medido por quanto se publica nas redes sociais ou pela rapidez com que se abandona tudo para aparecer e posar em uma foto de família".

O relato de Brooklyn sobre o seu casamento foi contestado publicamente por alguns dos presentes na cerimônia. O DJ Fat Tony apoiou a versão de Brooklyn sobre a "dança constrangedora" com a mãe, mas o cantor Marc Anthony disse que a forma como os fatos foram apresentados "está longe da verdade".

David Beckham não comentou diretamente o caso, mas, ao falar de forma geral sobre redes sociais em um painel no Fórum Econômico Mundial, em Davos, pouco depois da declaração de Brooklyn, afirmou que crianças "podem cometer erros".

As acusações de Brooklyn sobre os pais

Uma das acusações mais explosivas de Brooklyn é que sua mãe, Victoria, teria "sequestrado" a primeira dança do seu casamento com Nicola Peltz. Segundo ele, a dança teria sido planejada "semanas antes" e incluía uma canção de amor romântica.

"Em frente aos 500 convidados do nosso casamento, Marc Anthony me chamou ao palco, onde, segundo a programação, ocorreria minha dança romântica com minha esposa", relata ele. "Mas, no lugar dela, estava minha mãe, esperando para dançar comigo."

"Ela dançou 'sobre' mim na frente de todos, o que foi muito inadequado. Nunca me senti mais desconfortável ou humilhado em toda a minha vida."

O que se sabe é que Brooklyn afirma que o incidente foi tão traumático que o casal sentiu que precisava começar de novo.

"Queríamos renovar nossos votos, para poder criar novas recordações do dia do nosso casamento, que trouxessem alegria e felicidade, não ansiedade e constrangimento."

Ele afirma que sua mãe, que é estilista, havia "cancelado a produção do vestido de Nicola na última hora, sem considerar como ela estava animada para vestir seu modelo, o que a forçou a procurar com urgência um novo vestido".

As reportagens da época indicam que Nicola, agora com 31 anos, havia se recusado a vestir um dos modelos de Victoria Beckham.

Mas Nicola contou posteriormente ao jornal The Times que, após trocas de mensagens de texto sobre o vestido, sua então futura sogra percebeu que seu ateliê não conseguiria terminar a tempo. Na época, Nicola também negou categoricamente as especulações de que haveria uma rixa.

Por fim, Nicola usou no casamento uma criação de Valentino.

Brooklyn também afirmou que seus pais "pressionaram repetidamente e tentaram me subornar para assinar a cessão dos direitos ao meu nome", semanas antes da cerimônia.

Não se sabe ao certo a que direitos ele se refere.

Brooklyn afirma que se recusou a concordar com a cessão, o que "afetou a receita e eles nunca mais me trataram da mesma forma desde então".

Hoje, a Maison Chanel segue como uma das marcas mais prestigiadas do mundo, e a estilista é lembrada como pioneira de uma moda que libertou as mulheres dos padrões de sua época e redefiniu o conceito de elegância. Pear285 /Wikimédia Commons
Sua influência atravessou gerações. Mais do que roupas, Chanel criou um estilo de vida: livre, prático e atemporal. Haute Couture News/Wikimédia Commons
Coco Chanel morreu aos 87 anos, em 10 de janeiro de 1971, em Paris, no famoso Hotel Ritz, onde viveu durante anos. A causa da morte foi um ataque cardíaco. Reprodução do Livro Coco Chanel: A Lenda e a Vida
Outra produção cinematográfica conhecida que tem Chanel como tema é a cinebiografia “Coco Antes de Chanel”, em que a atriz Audrey Tautou - de “O Famoso Destino de Amélie Poulain” - encarna a estilista. divulgação
Apesar da vida amorosa agitada, a estilista não se casou e nem teve filhos. Reprodução do Livro Coco Chanel: A Lenda e a Vida
Ela teve envolvimentos amorosos com figuras influentes da época. O suposto caso com o compositor e pianista russo Igor Stravinsky foi retratado no filme “Coco Chanel e Igor Stravinsky”, que encerrou o Festival de Cannes de 2009. Reprodução do Flickr Marcel & Rrose in Infrathin
A vida pessoal de Chanel foi marcada por romances, amizades influentes e também por controvérsias. Em especial, por sua ligação com figuras da elite europeia durante a Segunda Guerra Mundial. Apesar das críticas, seu legado artístico permaneceu intacto. Domínio Público/Wikimédia Commons
A criação do tailleur de tweed, em 1956, é um dos símbolos da trajetória profissional de Chanel. Trata-se de um elegante conjunto de roupa feminino composto por um casaco e uma saia. Reprodução do Livro Vivendo com Coco Chanel: as casas e paisagens que moldaram a designer
Ao longo das décadas, Coco Chanel consolidou-se como sinônimo de sofisticação. Ela foi responsável por lançar o tailleur de tweed, a bolsa de alça de corrente e o pretinho básico, que se tornaram clássicos universais. Liu Wen Cheng /Wikimédia Commons
Três anos depois, a estilista francesa lançou sua primeira coleção de maquiagem, com pós faciais e batons. Reprodução do instagram @chanelofficial
Em 1921, ela lançou o Chanel Nº 5, primeiro perfume a levar o nome de uma estilista e até hoje um dos mais vendidos do mundo. Domínio Público/Wikimédia Commons
Em 1918, ela comprou imóvel na rua Cambon, onde abriu a loja Chanel no térreo e que até hoje é um ponto turístico na capital francesa. Chris Waits/Wikimedia Commons
Chanel defendia a elegância prática, que refletia a independência feminina em uma sociedade em transformação. torbakhopper /Wikimédia Commons
Em seguida, ela também apresentou um conceito inovador: peças femininas com linhas simples, confortáveis e sem espartilhos, libertando as mulheres do traje considerado opressivo. Reprodução do Livro Vivendo com Coco Chanel: as casas e paisagens que moldaram a designer
No mesmo período, ela criou uma blusa com listras horizontais inspirada no uniforme da marinha, a marinière. Reprodução do Livro Vivendo com Coco Chanel: as casas e paisagens que moldaram a designer
Dois anos depois, ela inaugurou uma loja na região da Normandia em que, além dos chapéus, vendia roupas, incluindo uma linha esportiva feita com o tecido de malha jérsei. Domínio Público/Wikimédia Commons
Em 1910, inaugurou sua primeira loja em Paris, a Chanel Modes, inicialmente dedicada à chapelaria. À época, ela passou a se tornar conhecida quando Gabrielle Dorziat, atriz de teatro, usou seus chapéus na peça “Bel Ami”. Domínio Público/Wikimédia Commons
Apesar da origem humilde, Chanel demonstrou visão de futuro e ousadia, decidindo abrir caminho em um universo até então dominado por convenções rígidas. Reprodução do Livro Vivendo com Coco Chanel: as casas e paisagens que moldaram a designer
Na adolescência, trabalhou como cantora em cafés, ocasião em que ganhou o apelido “Coco”, uma alusão à música “Qui qu’a vu Coco” Reprodução do Livro Vivendo com Coco Chanel: as casas e paisagens que moldaram a designer
Ela teve uma vida marcada por sérias dificuldades na infância e na adolescência. A mãe de Chanel, que era lavadeira, morreu vítima de tuberculose quando ela tinha apenas 12 anos. A futura estilista foi internada com a irmã em um orfanato administrado por freiras, onde Gabrielle aprendeu a costurar. Domínio Público/Wikimédia Commons
Sua trajetória moldou a revolução estética e cultural que ela acabaria por provocar no vestuário feminino do século XX com suas criações vanguardistas. Reprodução de Video Prime Vídeo
Há 142 anos, no dia 19 de agosto de 1883, nascia em Saumur, na França, Gabrielle Bonheur Chanel, nome que mais tarde se transformaria em um dos maiores ícones da moda: Coco Chanel. Los Angeles Times/Wikimédia Commons

Em sua postagem, ele também abordou outro incidente que havia alimentado as especulações sobre a rixa: a ausência dele e da esposa na festa de 50 anos de David Beckham, no último mês de maio, em Londres.

Brooklyn contou que o casal viajou para o Reino Unido, para o aniversário, mas eles foram "rejeitados por uma semana, enquanto esperávamos no nosso quarto de hotel, tentando planejar um tempo de qualidade com ele [David]".

"Ele [David] rechaçou todas as nossas tentativas, a menos que fosse na sua grande festa de aniversário, com 100 convidados e câmeras por todos os cantos", segundo Brooklyn.

Ele conta que seu pai "finalmente concordou" em se encontrar com ele, desde que Nicola não estivesse presente.

Brooklyn chamou esta condição de "tapa na cara", destacando que sua família se recusou a vê-lo em uma viagem seguinte a Los Angeles, nos Estados Unidos.

Uma das acusações mais graves do filho mais velho de David Beckham é que, por trás da imagem minuciosamente cuidada dos Beckham, estão relacionamentos que não são autênticos.

Ele afirma que sua família valoriza "a promoção e a aprovação pública acima de tudo".

"A marca Beckham vem em primeiro lugar", escreveu ele, destacando que o "'amor' familiar é decidido pela sua quantidade de postagens nas redes sociais".

"Meus pais me controlaram na maior parte da minha vida", prossegue Brooklyn. "Cresci com uma ansiedade esmagadora."

"Pela primeira vez na vida, desde que me afastei da minha família, essa ansiedade desapareceu."

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*Reportagem adicional Noor Nanji

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