Formada pela UFMG, atua no jornalismo desde 2014 e tem experiência como editora e repórter. Trabalhou na Rádio UFMG e na Faculdade de Medicina da UFMG. Faz parte da editoria de Distribuição de Conteúdo / Redes Sociais do Estado de Minas desde 2022
Susane Richthofen vai ganhar documentário na Netflix, sem a participação do irmão, Andreas crédito: Redes sociais / SBT
Andreas von Richthofen, de 38 anos, recusou o convite da Netflix para participar do documentáriosobre a vida da irmã, Suzane von Richthofen. A informação é de Gabriel Vaquer, colunista da Folha de São Paulo. A produção, ainda sem data de estreia, pretende apresentar a versão da própria Suzane sobre o assassinato dos pais, um crime que chocou o país em 2002.
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A intenção da plataforma era incluir o depoimento de Andreas para confrontar ou complementar declarações feitas pela irmã ao longo das gravações. Ele é citado diversas vezes na entrevista concedida por Suzane. A Netflix informou que não comenta detalhes da produção.
Desde o assassinato dos pais, Manfred von Richthofen e Marísia von Richthofen, Andreas adotou uma vida reclusa no interior da Grande São Paulo, longe da exposição pública. Uma de suas raras aparições ocorreu em 2024, em entrevista ao programa “Tá na hora”, quando afirmou que poderia conversar com a irmã, desde que fora dos holofotes.
O documentário, provisoriamente intitulado “Suzane vai falar”, está em fase de pós-produção e foi iniciado em novembro de 2025. A produção ganhou impulso após o sucesso da série “Tremembé”, do Prime Video, que dramatizou o caso e alcançou grande audiência no Brasil.
Suzane von Richthofen foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão por planejar o assassinato dos pais com a ajuda dos irmãos Cravinhos. Atualmente, ela cumpre o restante da pena em regime aberto desde 2023 e vive no interior de São Paulo, onde constituiu família.
Para garantir o depoimento principal, a Netflix pagou R$ 500 mil a Suzane, segundo o colunista. O acordo inclui cláusulas rígidas, como confidencialidade vitalícia sobre os termos financeiros e restrições para que ela não conceda entrevistas a veículos concorrentes por um período determinado, assegurando exclusividade ao projeto.
Além dela, outras pessoas próximas também receberam valores para autorizar o uso de imagem e participação, incluindo o atual marido, Felipe Zecchini Muniz. Trechos do depoimento de Suzane chegaram a circular nas redes sociais após o vazamento de uma exibição restrita realizada em março deste ano.
Uma lei federal aprovada em 27/6/ 2022 tornou muito mais fácil e barata a troca de nome no Brasil. Só no primeiro ano de vigência da lei nº 14.382 mais de dez mil brasileiros trocaram de identidade.
Reprodução/Portal do Governo Federal
Condenada pelo assassinato dos pais em 2002, em um crime que chocou o Brasil, Suzane von Richtofen foi uma das pessoas que tiraram proveito da nova legislação.
Reprodução/SBT
No dia 13 de dezembro de 2023, ela formalizou a união estável com o médico Felipe Zecchini Muniz em cartório de Angatuba, no interior de São Paulo, e mudou sua identidade para Suzane Louise Magnani Muniz.
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Daniel Cravinhos de Paula e Silva, um dos executores do assassinato do casal von Richtofen, também eliminou o sobrenome. Ele era namorado de Suzane à época do crime.
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Elize Matsunaga é mais um caso de condenada pela justiça por assassinato que ficou conhecida nacionalmente e optou por mudar de registro civil.
Reprodução
Sentenciada por matar e esquartejar o marido Marcos Matsunaga, ela resgatou o sobrenome de solteira em busca de ressocialização para cumprimento de pena em regime aberto.
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Elize passou a trabalhar como motorista de aplicativo em Franca, no interior de São Paulo, como informou recentemente o seu biógrafo Ulisses Campbell.
Reprodução de TV
Antes da lei editada em 2022 a partir de uma Medida Provisória, trocar de nome ou sobrenome era tarefa burocrática, onerosa e por vezes malsucedida no Brasil.
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A pessoa que postulava a mudança de nome tinha que contratar um advogado e recorrer a um tribunal. A decisão judicial podia levar anos e ainda ter um desfecho negativo. Succo no Pixabay
Apenas em casos excepcionais a decisão judicial costumava ser célere. Entre eles, nomes com erro de grafia, aqueles que pudessem causar constrangimento e em situações de vítimas ou testemunhas de crimes que precisassem recomeçar a vida.
Divulgação/Defensoria Pública
Com a nova legislação, a apresentação do pedido de mudança de prenome ou sobrenome é feita diretamente em um cartório civil.
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Para alterar o prenome, a lei exige que o solicitante tenha ao menos 18 anos, apresente CPF, RG e certidões atualizadas e pague uma taxa, que varia entre R$ 100 a R$ 400 a depender do estado.
Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
No caso de mudança do sobrenome, é preciso comprovar vínculo afetivo ou de parentesco com alguém que carregue a identidade pretendida.
Reprodução/Cartório no Brasil
A lei autoriza apenas uma mudança de prenome em cartório. Caso a pessoa deseje uma nova alteração, precisará recorrer à Justiça.
Divulgação/TJMG
Em relação ao sobrenome, a lei não impõe um limite, sendo possível mudar diversas vezes ao longo da vida.
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A norma também permite que o nome de um bebê recém-nascido seja modificado no prazo de 15 dias após o primeiro registro.
Wayne Evans/Pexels
A lei autoriza que uma pessoa casada retome o nome de solteira mesmo mantendo o laço matrimonial, caso desista da alteração feita à época do casamento.
Rovena Rosa/Agência Brasil
Vale observar que mudanças de nome não alteram os números de RG e CPF, que seguem os mesmos. Ou seja, não elimina pendências que tenham que ser resolvidas, como no caso de dívidas, por exemplo.
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