MÚSICA

Diretor de filme com acusações a Michael Jackson critica cinebiografia

Dan Reed, que assinou o documentário 'Leaving Neverland', afirma que o longa atualmente em cartaz é versão 'higienizada' do rei do pop

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O diretor britânico Dan Reed, responsável pelo documentário "Leaving Neverland", criticou duramente a cinebiografia "Michael" e afirmou que o longa funciona como uma "versão higienizada" da história de Michael Jackson, ao omitir completamente as acusações de abuso sexual infantil feitas contra o cantor.

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Em entrevista para a Variety, Reed disse que o filme produzido "vira a verdade de cabeça para baixo" ao retratar Jackson como uma figura excêntrica e infantilizada, sem enfrentar as denúncias relatadas em "Leaving Neverland" por Wade Robson e James Safechuck.

"Estão dizendo que o motivo pelo qual Jackson gostava de crianças era porque ele era um anjo e só queria ser gentil com elas, não que ele quisesse ter relações sexuais com elas", disse.

No documentário lançado em 2019, Robson e Safechuck afirmam ter sido abusados sexualmente por Jackson quando tinham 7 e 10 anos, respectivamente, entre o fim da década de 1980 e o início da década de 1990. Para Reed, a cinebiografia evita deliberadamente esse debate ao encerrar a narrativa em 1988, cinco anos antes de as primeiras acusações públicas surgirem, no caso envolvendo Jordan Chandler.

"O filme seria uma resposta a 'Leaving Neverland', e eles tentaram isso em um roteiro inicial, mas não deu certo. Então, criaram esse filme com músicas já conhecidas, mas não conseguiram desenvolver uma narrativa plausível que explique o carinho de Jackson por crianças", afirmou.

Reed disse ainda que o êxito comercial de "Michael" demonstra a dificuldade da cultura pop para incorporar as acusações ao cantor.

A cinebiografia estreou no último fim de semana e arrecadou cerca de US$ 217 milhões mundialmente, impulsionando também o aumento nas reproduções das músicas de Jackson em plataformas digitais.

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Reed atribuiu a dificuldade de circulação de "Leaving Neverland" na América do Norte a acordos jurídicos entre a HBO e o espólio do cantor. Desde 2020, o documentário original foi retirado das plataformas da emissora nos Estados Unidos e no Canadá, após disputa arbitral envolvendo cláusulas contratuais.

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