MÚSICA

Otto promete show com interpretação ‘gutural, carne viva’ em BH

Atração do projeto Uma Voz, Um Instrumento desta quinta (23/4), o pernambucano fará homenagem a Luiz Melodia, além de revisitar os próprios álbuns 

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Otto se lembra de ao menos duas ocasiões – uma no Recife e outra em São Paulo – em que dividiu o palco com Luiz Melodia (1951-2017). “Já tive meus encontros. Agora, o bom da profissão de cantor é poder homenagear um ídolo”, afirma o pernambucano, que chega a Belo Horizonte para a segunda edição deste ano do projeto Uma Voz, Um Instrumento.

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Nesta quinta-feira (23/4), no teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas, Otto se apresenta em formato acústico com o produtor e instrumentista Yuri Queiroga ao violão. Além de seu próprio repertório, ele vai interpretar quatro canções de Melodia, “Pérola negra” e “Estácio, Holly Estácio” entre elas.


“Melodia tem uma música muito influenciadora na minha vida. É um dos maiores do Brasil pela técnica e pela voz”, diz o Galego, que promete algo mais “gutural, carne viva”.


A sugestão deste repertório veio de Pedrinho Alves Madeira, idealizador do projeto. O cantor e compositor do Estácio criou um show inédito para lançar no Uma Voz, Um Instrumento, em agosto de 2016. Esta apresentação nunca houve (Zélia Duncan fez o show de estreia, no lugar dele).


O show foi adiado duas vezes, porque Melodia, já com problemas de saúde, teve que cancelar a agenda – o músico morreu em agosto de 2017, de mieloma múltiplo, câncer originado na medula óssea.


Homenagens

Na comemoração da primeira década de Uma Voz, Um Instrumento, outros artistas que se apresentaram ao longo do projeto e morreram nos últimos anos estão sendo homenageados. Lô Borges (1952-2025) foi celebrado por Dori e Alice Caymmi no mês passado. A paulista Tiê vai interpretar Angela Ro Ro (1949-2025) em junho e Ângela Maria (1929-2018) será relembrada por Zeca Baleiro e Swami Jr. em julho.


Fazer um show com violão é algo inusual na carreira de Otto. “Sou um cara de banda. Comecei na Nação Zumbi, depois fui para o Mundo Livre e mais tarde com a minha vida. Sempre fui de shows mais rock and roll. Mas agora, com os meus 58 anos, tenho a possibilidade de mostrar mais uma performance baseada na experiência”, diz.

A ideia é promover um passeio pela carreira e seus sete álbuns de estúdio. “Só com o violão, posso aplicar tudo o que aprendi como intérprete. Acho que converso mais com as canções, trago o público para mim”, acrescenta ele, que não descarta a possibilidade de acompanhar o violão de Queiroga com um djembê.


Nesse apanhado da carreira, o Galego deve interpretar ainda alguma canção de Reginaldo Rossi – em 2023, ele celebrou a trajetória do conterrâneo no show “As quatro estações” – e, quem sabe, Martinho da Vila.


O álbum mais recente de Otto é “Canicule sauvage” (2022). Ele diz que já tem cinco faixas prontas para um próximo – outras cinco poderão vir até o fim do ano. A novidade, neste momento, é a edição em vinil de “Condom black” (2001), o segundo disco, que está completando 25 anos. “O vinil tem o diferencial sonoro e uma memória implacável que o CD não tem”, comenta ele.


Vinil

Gravado em Recife, para onde o artista radicado em São Paulo se voltou para conceber o título que sucederia à incensada estreia de “Samba pra burro” (1998), “Condom black” sobrevive (bem) ainda hoje por meio de canções como “Dias de janeiro” e “Pelo engarrafamento”.


A edição em vinil sai pela Noise Record Club, com direito a show no Circo Voador, no Rio de Janeiro, em 27 de junho, véspera dos 58 anos de Otto. O mesmo selo já lançou também as bolachas de “Samba pra burro” e o cultuado “Certa manhã acordei de sonhos intranquilos” (2009).


“Ninguém me para. Tenho que colaborar com a minha inteligência para não contar com a IA. Quero gastar meus neurônios”, ele diz, com humor, para enumerar as coisas além música a que tem se dedicado. Está dirigindo a mulher, a cantora Lavínia, no projeto “Gal canta Caymmi”. “Se a gente para, o mercado engole tudo. Também tenho feito meus quadros e tenho que fazer mais um livro”, diz.


O Otto da literatura passa por Belo Horizonte. Em 2022, ele lançou “Meu livro vermelho” (Impressões de Minas). A obra reúne a produção poética que ele, desde 2014, apresenta em sua conta no Instagram (@ottomatopeia). “Estou devendo um livro de contos”, confessa ele, que tem escrito aos poucos. “Conto é mais difícil, então tenho que parar (de fazer outras coisas). Mas estou começando.”


Para ele, retornar a BH é sempre motivo de alegria. “Se você não tem amigo mineiro, está perdendo alguma coisa. Minas é outro planeta e todos os Brasis estão aí. A coisa do interior, da comida, da simplicidade e do entender rápido, me identifico demais”, afirma.


“OTTO ACÚSTICO”
Show nesta quinta (23/4), às 20h, no teatro do Centro Cultural Unimed-BH Minas (Rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Ingressos: R$ 80 e R$ 40 (meia). À venda na bilheteria e no Sympla.


OUTRAS ATRAÇÕES

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O projeto Uma Voz, Um Instrumento segue até julho, com os seguintes shows: Patrícia Ahmaral convida Sergio Pererê, Pedro Morais e Marcelo Veronez (24/5); Tiê convida Vitor Santana (11/6); e Zeca Baleiro e Swami Jr. (23/7). Todas as apresentações ocorrerão no Centro Cultural Unimed-BH Minas.

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