ARTES CÊNICAS

Atores 'vivem' sacos plásticos em espetáculo do Armatrux

‘Mordida exploratória’, que estreia sábado (11/4), no CCBB-BH, tematiza o desmonte nas esferas de gênero, social, político e ambiental e fica em cartaz até 11/5

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As sacolas plásticas passaram a circular a partir de 1965. Em 1970, já rodavam pelo mundo. Não há dados confirmados sobre o tempo de decomposição das sacolas plásticas, mas estima-se que a média seja de, ao menos, 400 anos. A partir dessa realidade e do conceito de “desmonte”, o Grupo Armatrux criou o espetáculo “Mordida exploratória”, que estreia neste sábado (11/4) no Teatro 2 do CCBB-BH.

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Com direção e dramaturgia de Amora Tito, o espetáculo é estrelado por Paula Manata e Rogério Araújo, integrantes do grupo, e por Michele Bernardino, do coletivo Quatroloscinco. A peça fica em cartaz até o dia 11 de maio.


O Armatrux descreve sua nova criação como uma metáfora do desmonte ambiental, social e de gênero. Os atores interpretam três sacolas plásticas que emergem no oceano Atlântico, após boiarem nas águas por mais de 300 anos. Em cena, as sacolas compartilham histórias vividas durante todo esse tempo em que não se decompuseram.


“O país em que vivemos hoje foi construído com base nos desmontes. Desmonte de uma cultura que já existia aqui, desmonte de todo um povo que foi escravizado, desmonte de palavras, da língua dos indígenas, pensamos até no desmonte da arquitetura de Belo Horizonte”, afirma Paula Manata.


Corrente sanguínea

“Pensamos no ‘desmonte’ voltado para o gênero, para o social, político e ambiental, então as coisas foram fluindo no processo de criação. O plástico é um desmonte não só ambiental, como físico, porque o plástico está presente nas nossas correntes sanguíneas, no nosso cérebro”, diz Amora Tito.


O consumo desenfreado do plástico também é alvo da crítica em “Mordida exploratória”, expressão que se refere ao ato dos animais de morder um objeto ou ser vivo desconhecido, buscando entender se é comestível ou não.


“Foi muito legal porque tudo foi nascendo no tablado, com a Amora construindo, com a gente improvisando e ela trabalhando no texto”, afirma a Paula Manata.


Criado há 35 anos, o Grupo Armatrux é hoje formado por Paula Manata, Tina Dias, Raquel Pedras, Cristiano Araújo e Rogério Araújo e tem no seu repertório 24 espetáculos, três curtas-metragens e uma exposição interativa.

“O teatro em grupo é muito legal, muito gratificante, porque você tem a possibilidade de pesquisar e trabalhar. Ninguém solta a mão de ninguém”, diz Paula Manata.


Amora Tito faz teatro desde os 13 anos, no Grupo de Teatro Vida. “Minha mãe fez parte desse grupo. Sempre fui encantada pela escrita, vi minha mãe escrever em seus diários a vida toda, e ela me incentivava a escrever também. No teatro, vivi minha juventude vendo diversos grupos e produções e isso também foi me incentivando”, conta a diretora.

“MORDIDA EXPLORATÓRIA”

Estreia neste sábado (11/4), às 19h, no Teatro 2 do CCBB BH (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Em cartaz até 11 de maio com sessões de sexta-feira a segunda, sempre às 19h. Sessões de 18 e 25 de abril com intérprete de libras. Sessão de 24 de abril com bate-papo após o espetáculo. Ingressos à venda por R$ 30 e R$ 15 no site do CCBB e na bilheteria do teatro.


Confira outros espetáculos neste fim de semana em BH

>>> “FRANCISCA MENINA NO PAÍS DAS MELODIAS”
O infantil “Francisca menina no país das melodias” tem sessões neste sábado (11/4) e domingo, às 16h e às 19h, no Teatro Marília (Avenida Prof. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia).

O espetáculo conta a trajetória de Francisca, uma menina de férias na casa da avó que está chateada por ficar longe da tecnologia, quando descobre uma boneca que se parece com ela.

A boneca ganha vida e se revela como uma memória de Chiquinha Gonzaga. Ingressos a R$ 20 e R$ 10 (meia), à venda no Sympla e na bilheteria do teatro.

>>> “OS ARQUEÓLOGOS”
O Teatro da Cidade (Rua da Bahia, 1341, Centro) recebe o espetáculo “Os arqueólogos” desta sexta-feira (10/4) a domingo, com sessões às 19h.

A peça conta a história de três arqueólogos que analisam vestígios e tentam decifrar hábitos de uma civilização desconhecida.

Utilizando do humor, os arqueólogos narram as descobertas através de uma transmissão ao vivo. Ingressos a R$ 60 (inteira), R$ 40 (ingresso solidário) e R$ 30 (meia), à venda no Sympla.

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*Estagiária sob supervisão da editora Silvana Arantes

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