'Fiquei marcado como uma pessoa que não é de esquerda', diz Juliano Cazarré
Ator afirma que essa ' é uma posição que pouquíssimos atores têm coragem de dizer; ficam na moita por medo da repercussão negativa, do cancelamento'
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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Nem todo artista costuma se posicionar publicamente sobre política, e Juliano Cazarré, que já falou sobre o assunto, também vem evitando levantar bandeiras. O ator da Globo diz ter ficado marcado por não ficar em cima do muro e também por não seguir a linha progressista.
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"Política, eu evito falar. Se você for pegar lá no meu Instagram, vai ver que tem muito pouco nos últimos anos. Mas eu fiquei marcado por ser uma pessoa que não é de esquerda", afirmou. "É uma posição que pouquíssimos atores têm coragem de dizer, embora eu conheça vários que também não são, mas ficam na moita por medo da repercussão negativa, do cancelamento, de perder publicidade."
Em entrevista à revista "Quem", Cazarré, que em breve volta a interpretar Adauto em "Avenida Brasil 2", afirmou que o que deseja é "um país onde os governantes trabalhem para o povo e não o contrário, como acontece no Brasil, em que toda a população sustenta uma casta de pessoas que tem uma vida muito diferente da do resto do povo."
Intérprete de Jorginho Ninja na novela 'Três Graças', ele também comentou as críticas que recebe através das redes sociais: "Às vezes aparece alguém que não me conhece e faz algum comentário negativo. Mas o que me importa é que eu saio na rua todos os dias e só recebo carinho".
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Por conta de divergências de opinião com o público, ele optou por adotar uma postura mais reservada: "Não quero ficar nessa briga de direita e esquerda o tempo todo. Acho isso estúpido. A vida é muito maior do que isso".