DANÇA

Bailarina brasileira está na lista de mulheres líderes do New York Times

A carioca Ingrid Silva, conhecida por pintar sapatilhas para adaptá-las ao tom da pele negra, foi destaque de reportagem especial do jornal americano

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FOLHAPRESS - A bailarina brasileira Ingrid Silva, de 38 anos, é destaque de uma reportagem especial do New York Times sobre mulheres influentes que exercem liderança pelo mundo. Além dela, outras oito conversaram com a publicação, dentre elas uma chef de cozinha, uma defensora dos direitos das pessoas com deficiência e uma executiva de tecnologia.

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A reportagem faz uma única pergunta a cada uma e aborda o tipo de liderança exercido por elas. Ingrid é nascida e criada no Rio de Janeiro, bailarina principal da companhia de dança norte-americana Dance Theatre of Harlem e cofundadora da Blacks in Ballet, uma organização que apoia e promove bailarinos negros em todo o mundo.

 

À publicação, a brasileira falou sobre o tema. "Para mim, liderança significa recusar-me a escolher entre excelência e equidade. Significa acreditar que o balé pode honrar sua história e, ao mesmo tempo, evoluir para refletir o mundo em que vivemos."

O reconhecimento internacional vem no momento em que a carioca se apresenta em sua última temporada no Dance Theatre of Harlem, após 18 anos na companhia. Agora, ela expande sua atuação como artista independente e coreógrafa, com foco em projetos autorais.

 

Ingrid começou no balé ainda criança, em aulas de um projeto social no subúrbio do Rio de Janeiro. Desde então, nunca abandonou os palcos e alcançou posições de destaque até chegar ao Dance Theatre of Harlem. Foi na companhia que integra hoje que ela percebeu a importância de ter trajes de dança da cor da pele.

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Sua carreira sempre foi marcada pela luta por representatividade na dança clássica, e as sapatilhas são um símbolo importante da sua trajetória - contada nos livros "A sapatilha que mudou meu mundo" (Globolivros) e na obra infantil "A bailarina que pintava suas sapatilhas" (Globinho). Durante anos, ela pintava as sapatilhas cor-de-rosa para que ficassem na tonalidade certa da própria pele.

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