MÚSICA

Marina Flor lança disco em homenagem ao jeito mineiro de tocar forró

‘Forró mineiro’ tem oito composições da cantora e compositora mineira radicada em Vitória e regravações de músicas de Toninho Horta, Celso Adolfo e João do Vale

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A cantora e compositora Marina Flor acaba de lançar nas plataformas digitais o álbum “Forró mineiro” (Tratore), que traz 11 faixas, sendo oito de sua autoria e três releituras de composições de Toninho Horta, Celso Adolfo e João do Vale (1934-1996).

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A artista define o disco como uma homenagem às raízes brasileiras, aos encontros, às memórias e ao cotidiano. O trabalho conta com as participações da cantora Priscilla Frade e do trio Manacá da Serra, formado por Bárbara Barcellos, Theo Lustosa e Dil Brasil, num sinal do compromisso da cantora com a valorização da cena musical mineira.


Segundo Marina, a obra propõe uma fusão entre o forró pé de serra tradicional e as referências culturais e afetivas do universo mineiro. Ela tem uma ligação já há algum tempo com o forró pé de serra, tendo participado de blocos de carnaval que interpretam o gênero em BH e feito vários shows.


“Comecei cantando forró por uma aproximação, por meio da dança. Já cantava e, por ter essa proximidade com a dança, comecei a abraçar também esses ritmos e incluí-los no meu repertório. O álbum leva esse nome porque eu quis, realmente, fazer uma alusão ao forró mineiro.”


As composições que Marina assina no disco têm parceria com os compositores Everton Coroné, Babu Xavier e Tininho. Sobre as regravações, ela diz: “Escolhi esses três clássicos porque queria que o álbum tivesse compositores já consagrados e também porque essas músicas retratam o nosso contexto de Minas”.


“Se observarmos a letra de ‘Sem tirar nem pôr’, vemos que fala do nosso jeito mineiro de ser. A canção do [maranhense] João do Vale, apesar de ele não ser um compositor mineiro, é uma música que fala da sabedoria do sertão. A gente, enquanto Minas, tem o nosso sertão mineiro e a nossa sabedoria”, prossegue.


Rio Piracicaba

Marina nasceu e cresceu no interior mineiro, na cidade de Rio Piracicaba, na Região Central, mudando-se depois para BH. Hoje, ela reside em Vitória, a capital capixaba. “Esse álbum tem uma mistura do interior e do urbano, com algumas características da contemporaneidade, dos bailes de forró da cidade, enfim, do que vivi em Belo Horizonte. Mas tem também aquele gostinho, aquela pitada do interior, de casa de mãe, da casa da vó.”


A faixa-título ganhou um clipe que retrata uma viagem de trem, o aconchego da família, o cafezinho, o abraço e traz um cenário das cidades do interior de Minas, conforme descreve Marina.


“Nessas composições do álbum, a gente traz a predominância do forró pé de serra, com instrumentos como sanfona, zabumba e triângulo que caracterizam o estilo. Porém, também trazemos a presença forte dos tambores que remonta ao nosso congado e às nossas folias.”


A artista aponta que ainda persiste um cenário adverso para as mulheres no contexto da indústria cultural. “Infelizmente, a gente tem pouca valorização da presença do feminino nesse cenário do forró, então é mais uma razão para trazer esse álbum à tona. Convidei duas atrações para dividirem voz comigo: a cantora Priscilla Frade e o trio Manacá da Serra, que trouxe a voz de Barbara Barcelos. Lembrando que ambas são cantoras mineiras.”


A cantora agora busca patrocínio para sair em turnê com o show do disco, do qual participaram os músicos Everton Coroné (acordeon, teclados e viola caipira), Samy Erick (guitarra e violão), Natália Mitre (bateria e percussão), Camila Rocha (baixo) e Dil Brasil (zabumba).


FAIXA A FAIXA

“Rodopiar” (Marina Flor, Tininho, Babu Xavier e Everton Coroné)


“Flor de pequi” (Marina Flor e Everton Coroné)


“Forró mineiro” (Marina Flor, Tininho, Babu Xavier e Everton Coroné)


“Tá na beira” (Marina Flor, Babu Xavier, Tininho e Everton Coroné; participação do grupo Manacá da Serra)


“Coração com coração” (Marina Flor)


“Sem tirar nem pôr” (Celso Adolfo e Léo Minax)


“Batom” (Marina Flor)


“No Central” (Marina Flor, Tininho, Babu Xavier e Everton Coroné)


“Sagrado feminino” (Marina Flor; participação de Priscilla Frade)


“Ouricuri” (João do Vale e Ari Coutinho)


“Morena bonita” (Toninho Horta e Felipe Cordeiro)

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“FORRÓ MINEIRO”
• Disco de Marina Flor
• Tratore
• 11 faixas
• Disponível nas plataformas digitais

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