
Quais filmes brasileiros já foram indicados ao Oscar?
Relembre quais produções brasileiras já disputaram a premiação mais antiga do cinema. Lista de indicados ao Oscar 2025 será anunciada nesta quinta-feira (23/1)
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Siga noNesta quinta-feira (23/1), a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas divulga a lista de indicados ao Oscar 2025, premiação mais antiga da indústria. Pela primeira vez desde 1999, um filme brasileiro pode ser indicado à categoria de Melhor Filme Internacional.
As apostas estão em “Ainda estou aqui”, drama de Walter Salles ambientado durante o regime militar brasileiro. Por sua atuação no longa, Fernanda Torres pode ser consagrada como Melhor Atriz, 26 anos após sua mãe, Fernanda Montenegro, ter disputado a estatueta na mesma categoria, pelo trabalho em “Central do Brasil”, também de Salles.

Fernanda Montenegro foi indicada ao Oscar de Melhor Atriz em 1999. Ela interpretou a ex-professora Dora, em "Central do Brasil"
Em quase cem anos de história da premiação, poucos filmes brasileiros já foram indicados, e nenhum venceu. Em 1960, “Orfeu negro”, produção de Brasil, França e Itália, saiu vitorioso em Melhor Filme Internacional, mas, apesar de ser inspirado em uma peça de Vinicius de Moraes, se passar no Brasil e ter sido filmado em português, o longa representava a França, país do diretor Marcel Camus.

"Orfeu negro", produção de Brasil, França e Itália, granhou o Oscar de Melhor Filme Internacional em 1960
Melhor Filme Internacional
Para além de “Orfeu negro”, quatro outros longas-metragens brasileiros já foram indicados a Melhor Filme Internacional. “O pagador de promessas” (Anselmo Duarte, 1962), que conta a jornada do baiano Zé do Burro (Leonardo Villar), cristão devoto de Santa Bárbara que carrega uma imensa cruz até Salvador para pagar uma promessa, perdeu para “Sempre aos domingos” (Serge Bourguignon, 1962), produção francesa.
Ainda foram indicados “O quatrilho” (Fábio Barreto, 1995), filme sobre dois casais de imigrantes italianos em que uma das esposas se interessa pelo marido da outra, “O que é isso, companheiro?” (Bruno Barreto, 1997), que aborda a luta armada contra a ditadura militar no final da década de 1960, e “Central do Brasil” (Walter Salles, 1998), estrelado por Fernanda Montenegro e Vinícius Campos de Oliveira.
Os longas perderam para “A excêntrica família de Antônia” (Marleen Gorris, 1995), representante dos Países Baixos, “Caráter” (Mike van Diem, 1997), também dos Países Baixos, e para o italiano “A vida é bela” (Roberto Benigni, 1997), respectivamente.
Outras indicações
Um dos filmes brasileiros mais indicados ao Oscar, “Cidade de Deus” (2022), de Fernando Meirelles e Kátia Lund, disputou as categorias de Melhor Direção (para Meirelles), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Montagem e Melhor Fotografia.
Em Melhor Documentário, já concorreram “Raoni” (Jean-Pierre Dutilleux e Luiz Carlos Saldanha, 1978), produção de Brasil, França e Bélgica, “Lixo extraordinário” (Lucy Walker, 2011), “O sal da Terra” (Juliano Salgado e Wim Wenders, 2015) e “Democracia em vertigem” (Petra Costa, 2019).
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“Uma história de futebol” (Paulo Machline, 1998) disputou a estatueta de Melhor Curta Live-Action, enquanto “O menino e o mundo” (Alê Abreu, 1993) foi indicado a Melhor Animação em 2016.
“O beijo da Mulher-Aranha” (Héctor Babenco, 1985), coprodução entre Brasil e Estados Unidos, chegou a disputar o prêmio de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator e Melhor Roteiro Adaptado. Destas, William Hurt venceu como Melhor Ator.
*Estagiária sob a supervisão do subeditor Humberto Santos