Simões se vacina para não virar vilão de Cleitinho
Simões quer provar para todos que as promessas de Cleitinho são inexequíveis, especialmente a redução do IPVA, recomposição salarial para policiais e a renegociação da dívida
Mais lidas
compartilhe
SIGA NOO modelo de transição adotado pelo governador Mateus Simões (PSD) busca vaciná-lo contra o inevitável confronto com o sucessor, Cleitinho Azevedo (Republicanos). Ao adotar a transmissão ao vivo pela tv estatal, Simões quer expor a realidade fiscal do estado em contraponto às promessas e projeto de gestão do futuro governador.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Simões quer provar para todos que as promessas de Cleitinho são inexequíveis, especialmente a redução do IPVA, recomposição salarial para policiais e a renegociação da dívida. Até onde se sabe, a realidade mineira corresponde a uma herança maldita conhecida de uma dívida de R$ 200 bilhões com a União; déficit fiscal de R$ 10,5 bilhões e isenção fiscal de R$ 25 bilhões.
Cleitinho já recorreu ao candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL) para renegociar a dívida que já havia sido renegociada pelo atual governo Lula (PT), que disputa a reeleição. Se for eleito, Flávio dará um sonoro ‘não’, sob o argumento de que existem outros estados na mesma situação de crise financeira.
O futuro governador tem dito que não quer ficar apenas pagando os salários em dia. Vai passar muito aperto nos primeiros meses. Simões receia que ele tente colocar a culpa por eventual insucesso em sua gestão.
PL e PT vão compor na Assembleia
O PL decidiu lançar candidato à Presidência da Assembleia e os nomes cotados são os dos deputados Bruno Engler e Sargento Rodrigues. Engler foi o mais votado, e Sargento é o mais antigo na casa. Embora tenha conquistado, na eleição estadual, a maior bancada, 21 deputados, as chances do PL ficam reduzidas pelo extremismo de direita. Situação semelhante à do PT, que defende o nome do deputado Ulysses Gomes, mas representa a outra ponta da polarização.
A tendência é de ambos os partidos comporem com um nome mais ao centro. O nome mais cotado é o do deputado Doorgal Andrada (PP), que é do grupo do atual presidente, Tadeu Leite, tido como o maior cabo eleitoral dessa eleição. Eleito conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Tadeu está em franca articulação e só assumirá o novo cargo no início do ano que vem, após costurar a própria sucessão.
Hoje, o PL detém a 1ª Secretaria da Assembleia, cargo que deverá manter, assim como o PT, a 1ª Vice-presidência. Cleitinho tem sido atualizado sobre as articulações, mas, como ex-deputado da casa, sabe que “candidato do governo” não tem futuro nessa disputa.
‘Governador’ vai se casar
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
Com a viagem do governador Mateus Simões ao exterior, Tadeu Leite assumirá o cargo por 25 dias, período no qual também vai se casar com a deputada estadual Maria Clara Marra (PSDB). As núpcias acontecerão na cidade da noiva, em Patrocínio, no dia 14 de novembro. A partir dessa data, o casal deverá viajar para o exterior. Seguindo a linha sucessória, o presidente do Tribunal de Justiça de Minas, desembargador Vicente de Oliveira, será o governador até o dia 28 de novembro, quando Simões retorna. Ele ficará fora do país por 40 dias, para visitar a China, Turquia e o Reino Unido. Durante todo o período, a Presidência da Assembleia será exercida pela 1ª vice-presidenta, deputada Leninha (PT).
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.