Tem petista sofrendo sobre a construção do palanque de Lula em Minas na campanha eleitoral. A maioria acha que o senador Rodrigo Pacheco (PSB) não será candidato a governador; outra turma defende a reaproximação com o pré-candidato a governador do PDT, Alexandre Kalil. Há quem ainda aposte na pré-candidatura de Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem por quatro mandatos.

Pode ser importante reconquistar o governo de Minas e derrotar o projeto ultraliberal do partido Novo/PSD, hoje representado pelo governador Mateus Simões. O que é mais importante para o PT? Reeleger o presidente Lula ou ganhar o governo mineiro? Lula nunca esteve preocupado com o governo de Minas, mas planeja ganhar em Minas como recandidato a presidente.

 

 

Em todas as três vezes que disputou e ganhou a Presidência da República, Lula venceu em Minas, mas nunca seu candidato foi eleito governador. Nas duas primeiras eleições, em 2002 e 2006, o governador eleito foi Aécio Neves (PSDB); na terceira vez, ganhou Romeu Zema (Novo).

Lula gostaria de ver o senador Rodrigo Pacheco (PSB) como seu candidato em Minas; se não der, não teria dificuldades de se reaproximar de Alexandre Kalil (PDT). Se o presidente não precisa eleger o governador para vencer em Minas, o pedetista também não dependeria dele para ser governador. Kalil tem um bom recall, quase 20%, o que o colocaria no segundo turno. Ainda assim, a aliança faria bem a ambos. Kalil ganharia tempo de TV e rádio que não tem para manter-se no páreo, e Lula teria um palanque forte no estado.

 


Simões cava espaço na TV

O governador Mateus Simões e pré-candidato à reeleição pelo PSD inicia, ainda neste mês, as aparições na TV por meio das inserções partidárias. Vai perceber que seu tempo ainda é muito curto para lhe dar visibilidade na campanha. Por isso, quer atrair o apoio do PL e do União Brasil/PP para mostrar o que tem e fazer a defesa do governo que dirige.


Aro empacado

O pré-candidato a senador e ex-secretário de Governo de Zema, Marcelo Aro (PP), continua sem se apresentar ao eleitor. Ele ainda está apostando nos prefeitos, que não costumam ser fiéis e que irão elegê-lo. Prefeito não elege ninguém, apenas as pessoas que votam. Além disso, a parceria com prefeitos tem limites, até o ponto em que eles não querem ficar como derrotados.


Despolarizando

A pré-candidata ao Senado pelo PT, Marília Campos, descobriu na despolarização uma maneira de angariar apoios na pré-campanha. Apoiada pela maioria da esquerda, ela está fazendo alianças na direita também. Ela divulgou, em suas redes sociais, a adesão dos prefeitos de Santo Antônio do Monte, Pará de Minas e Pequi, além dos vereadores desses municípios do centro-oeste mineiro, a seu projeto.

 


Eleição para o TCE

Nesta semana, o presidente da Assembleia Legislativa, Tadeu Leite, irá abrir o processo para escolha de deputado/a para conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Tadeuzinho tentou, mas não conseguiu o consenso. Irão disputar os deputados Ulysses Gomes (PT) e Thiago Cota (PDT) e a deputada Ione Pinheiro (União). Se um deles não alcançar 39 votos, os dois mais votados irão para o 2º turno de olho nos votos do 3º colocado. Essa é a terceira e última vaga na cota dos deputados.


“Não dá pra brigar com ele”

Ao homenagear o presidente do TJMG, Luiz Carlos Corrêa Junior, com a cidadania honorária de BH, o vereador Wagner Ferreira (Rede) apontou a capacidade de diálogo do magistrado. Como diretor do Sindicato dos Servidores da Justiça de 2ª Instância de Minas, Wagner narrou episódio de 10 anos atrás, quando, com a categoria em greve, foi negociar com a direção do Tribunal. Foi recebido por Corrêa Junior, que, à época era superintendente administrativo do Tribunal. Ao sair da reunião, e ser cobrado pelos colegas se tinha brigado pelas reivindicações, Wagner foi curto e grosso: “Não dá pra brigar com ele. Ele foi muito atencioso”, disse para aflição da classe. Na quinta (7), o desembargador foi agraciado, na Câmara de BH, sob o consenso do mesmo sindicato.


Negacionismo no BH

Uma funcionária do Supermercados BH, em BH, entrou na conversa de outra com um cliente e contestou a decisão da Anvisa de suspender o detergente da Ypê por risco sanitário. De forma impositiva, considerou a medida perseguição política. “Estão fazendo isso porque o dono da Ipê apoiou Bolsonaro. Querem acabar com ele”, contestou ela. A decisão de recolhimento foi tomada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ao encontrar a bactéria Pseudomonas aeruginosa no produto. De acordo com especialistas, o microrganismo possui taxa global de mortalidade que pode variar de 32% a 58% em casos graves, como infecções na corrente sanguínea ou pneumonia associada à ventilação.

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Toc toc, Belvedere!

De um especialista no assunto, após mais uma operação da PF em BH: “o bairro mais visitado pela Polícia Federal nos últimos dias é o Belvedere (bairro dos mais ricos na zona sul de BH)”.

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