Energias renováveis à espera de mudanças
Passadas as eleições presidenciais, o cenário começara a se desenhar, com possível equacionamento dos problemas do setor elétrico e destravamento dos projetos eólicos e solares
Mais lidas
compartilhe
SIGA NO
O Brasil está em posição favorável para ser protagonista na transição energética, mas os ventos e raios solares que podem ajudar nesse processo continuam ocorrendo sem que novos projetos de geração nas duas fontes sejam deslanchados no país. O excesso de energia gerada no sistema elétrico brasileiro, gerando cortes compulsórios dessas fontes da ordem de até 30%, as altas taxas de juros e as incertezas em relação à regulamentação colocaram um freio nesses projetos. Estimativas da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (Abeeolica) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que a previsão de entrada em operação de novas usinas eólicas caiu para 1,26 gigawatts (GW), volume distante do recorde de 4,8 GW que entraram em operação em 2023.
Fique por dentro das notícias que importam para você!
Mesmo com a previsão, apenas três usinas eólicas entraram em operação comercial no país este ano até o início deste mês, adicionando 184,5 megawatts (MW) de capacidade instalada. Até o fim do ano esse acréscimo deve somar apenas 383 MW de capacidade instalada, bem abaixo das projeções iniciais e um dos patamares mais baixo.
Mas esse pode ter sido o fundo do poço. Passadas as eleições presidenciais, o cenário começará a se desenhar, com possível equacionamento dos problemas do setor elétrico e destravamento dos projetos eólicos e solares, principalmente diante da perspectiva de instalação de empreendimentos eletrointensivos no país, como os data centers, e o aumento da demanda industrial por energias renováveis como forma de reduzir as emissões de carbono de suas unidades fabris.
Apenas para 2027 está previsto o acréscimo de 1,3 GW em projetos já contratados e que entrarão em operação no próximo ano. Na geração solar a previsão é de que sejam injetados no sistema elétrico 9 GW de potência instalada, o que representará um aumento de 13,2% em relação ao ano passado, um baque em relação ao crescimento médio de mais de 50% nos últimos anos.
Leia Mais
Por outro lado, a vasta costa brasileira, com boas condições naturais, é uma reserva de energia para o país. Com a aprovação do marco regulatório para exploração de energia eólica na costa do país em meados deste ano, projetos começar a ganhar corpo. O Ibama emitiu em junho a primeira licença prévia para uma usina eólicia off shore no Rio Grande do Norte, com capacidade de até 24,5 MW. E já existem nos órgãos de controle ambiental mais de 250 GW em pedidos protocolados nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul. Segundo estimativas, o Brasil possui um potencial eólico offshore estimado em mais de 1.200 GW.
Para dar suporte ao planejamento da transformação dos ventos do mar em energia comercial, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mapeou 20 regiões e destacou três com alto potencial por ter alta velocidade de vento na costa brasileira. Segundo a EPE, o estudo representa “um marco na transição da teoria para o planejamento viável da energia eólica offshore nacional”.
O estudo é uma referência para novos projetos de geração eólica, assim como levantamentos geofísicos que precedem investimentos em mineração. “Os resultados permitem compreender melhor a distribuição geográfica do recurso e apoiar novas análises sobre o potencial de geração”, diz a EPE. “O levantamento, porém, não equivale à definição de áreas autorizadas para instalação de parques eólicos. A viabilidade de cada empreendimento depende de estudos específicos, avaliação de infraestrutura, licenciamento ambiental, autorizações e condições econômicas”, acrescenta.
Plástico
R$ 4,2 bilhões
Foi o faturamento bruto total da indústria de reciclagem de plásticos pós-consumo no ano passado, com a produção de 1 milhão de toneladas de resina plástica pós-consumo.
Crédito
O saldo da carteira de crédito total deve crescer 0,3% em setembro, com a expansão anual desacelerando de 9,2% para 8,3%, mostra a Pesquisa Especial de Crédito da Febraban. Segundo a pesquisa, a carteira destinada às empresas deve avançar 0,7%, desacelerando em 12 meses para 6%, ante alta de 7,1% em agosto. O avanço deve ser puxado pela carteira com recursos livres (+1%), liderada pelo bom desempenho das linhas externas e de desconto de recebíveis.
Ataques
Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia
O Brasil continua sendo alvo expressivo para ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) na América Latina. De acordo com o segundo Relatório Global de Inteligência de Ameaças da Netscolut, o país registrou 487.415 ataques entre janeiro e junho de 2026 – comparando com o segundo semestre de 2025 o país registrou 470.677 ataques entre julho e dezembro. Um aumento de 3,56%. A duração média desses ataques no período foi de 59,31 minutos.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.