A maior produtora de minério de ferro do país se tornou também a maior patrocinadora privada da cultura no país. A Vale vai destinar este ano R$ 62,1 milhões para 33 projetos culturais em Minas Gerais, via Lei Rouanet (Lei Federal de Incentivo Cultural). O valor representa cerca de 32% dos mais de R$ 196,8 milhões que a mineradora vai destinar ao patrocínio cultural em todo o país este ano, para viabilizar a realização de 165 projetos das cinco regiões. Entre os projetos de destaque da empresa no estado estão a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, o Grupo Corpo, a itinerância do grupo Aruanda e o plano plurianual do Instituto Inhotim, que está completando 20 anos. “A cultura é um dos pilares do nosso compromisso social. Ela amplia oportunidades, fortalece identidades e cria vínculos que transformam territórios e a sociedade. Por isso, seguimos investindo em iniciativas que valorizam a diversidade cultural e promovam o desenvolvimento sustentável dos territórios”, afirma Grazielle Parenti, vice-presidente executiva de Sustentabilidade da Vale. Segundo a empresa, desde 2020, quando foi criado o Instituto Cultural Vale, já foram destinados R$ 1,42 bilhão a iniciativas culturais, via Lei Federal de Incentivo à Cultura. “Em 2025, mais de 10 milhões de pessoas participaram das iniciativas culturais patrocinadas pela Vale, com mais de 450 mil em formações e ações educativas”, acrescenta a Vale, em nota.

 

 

Cachaça da boa

Com investimentos de R$ 4,4 milhões desde que foi inaugurado, em 2024, o Centro de Referência em Análise de Qualidade de Cachaça (CRAQC), em Lavras, atua no mapeamento da bebida em todo o estado, identificando a bebida quanto à regionalidade, na agregação de valor, na melhoria da qualidade e no combate às fraudes, um dos maiores problemas dos produtores mineiros de cachaça de alambique. Com cerca de 2.492 produtores registrados, Minas responde por 34,5% do total nacional. Além de Lavras, Minas conta com mais dois locais que realizam análises sobre a bebida: o Centro de Referência em Cachaça da Universidade Federal de Viçosa, em Florestal, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e o Centro de Referência na Qualidade da Cachaça, vinculado ao Instituto Federal do Norte de Minas, em Salinas no Norte do Estado. Ao todo, eles já receberam R$ 8 milhões em investimentos, por meio da Fapemig, Secretaria de Desenvolvimento e Secretaria de Agricultura.

 

Terminal cheio

Mais de 1,1 milhão de passageiros terão passado pelo Aeroporto Internacional de Confins até o fim deste mês, volume quase 5% ao verificado em igual período do ano passado e que mostra um avanço do aeroporto nos últimos anos. Em relação a março de 2024, o número representa uma expansão de 25,5%. O crescimento chega a 30,3% quando a comparação é com março de 2023. Segundo a BH Airpot, gestora do Aeroporto de Confins, o aumento de frequência para destinos nacionais e internacionais impulsionou as operações do terminal aéreo, que entre pousos e decolagens terá mais de 9,4 mil operações de aeronaves. Neste mês, os voos operados pela Azul para Curitiba (PR) e Vitória (ES) ganham mais uma partida diária, assim como Congonhas (SP), com operação da Latam. Também este mês, foi aberta a rota BH – Montevidéu, com duas frequências semanais. Em Julho, serão adicionadas três frequências semanais para a Cidade do Panamá.

 

Em baixa

O setor de serviços em Minas Gerais iniciou este ano em baixa. Em janeiro, o volume de atividade recuou 0,4% na comparação com dezembro, marcando a segunda retração mensal consecutiva no estado. No Brasil, o movimento foi positivo: alta de 0,3%, sinalizando continuidade do dinamismo nacional na virada do ano. A análise do Núcleo Estudos Econômicos e de Inteligência & Pesquisa da Fecomércio MG, com base na Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE, revela resultados opostos entre Minas e o restante do país. Na comparação anual, o contraste se amplia: enquanto o Brasil avançou 3,3% frente a janeiro de 2025, Minas registrou queda de 1,5%. “O resultado mostra que Minas inicia o ano com um ritmo mais moderado, refletindo tanto fatores conjunturais quanto a própria estrutura econômica do estado”, afirma a economista da Fecomércio MG, Fernanda Gonçalves.

 

Olho no Bitcoin

Mesmo com uma desvalorização acima de 45% desde outubro, quando atingiu a máxima de US$ 126 mil, o Bitcoin continua chamando a atenção dos investidores mineiros diante do cenário de incerteza. Dados do Google Trends indicam que as buscas por “comprar Bitcoin” colocam Minas como o quinto estado com maior interesse relativo no termo no Brasil, com volume 19% acima da média nacional. Já o levantamento do Mercado Bitcoin mostra que, em fevereiro, Minas Gerais teve 2,7 vezes mais investidores comprando Bitcoin do que vendendo, uma proporção 49% maior que a do mês anterior. “Minas Gerais vem registrando um crescimento acelerado na adoção de criptomoedas, posicionando-se entre os principais mercados do Brasil. Em volume negociado em 2025, o estado figurou no top 5 do país, reforçando que os mineiros estão em busca de investimentos mais inovadores e com maior potencial de rentabilidade, como os ativos digitais”, comenta Rony Szuster, Head de Research do MB | Mercado Bitcoin, plataforma de ativos digitais.

 

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R$ 1,157 trilhão

foi o PIB de Minas Gerais em 2025, com crescimento real de 1,4% em relação ao resultado de 2024; o valor, descontada a inflação, é o maior da série histórica, segundo a Fundação João Pinheiro

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