Mineiros marcarão presença na festa de aniversário de 129 anos da Academia Brasileira de Letras (ABL), em 23 de julho, quando o Prêmio Machado de Assis será entregue ao escritor catarinense Cristovão Tezza. A historiadora Heloisa Starling, professora da UFMG, e Rogério Faria Tavares, ex-presidente da Academia Mineira de Letras, vão receber, respectivamente, as medalhas João Ribeiro, destinada a destaques na área de estudo da língua, e Rachel de Queiroz, reconhecimento de serviços prestados à ABL por pessoas ou instituições. Esta última também será concedida ao médico gaúcho Gilberto Schwartsmann. Premiado pelo conjunto de sua obra, Cristóvão Tezza vai receber R$ 100 mil, oferecidos pela Light.

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A educadora Petronilha Gonçalves e Silva será homenageada com a Medalha Francisco Alves; a editora Maria Amélia Mello e a Firjan receberão a Medalha Joaquim Nabuco. Maria Amelia construiu carreira histórica em editoras como José Olympio e Autêntica.


FICÇÃO E NÃO FICÇÃO


Autor de dezenas de títulos de ficção, o catarinense Cristovão Tezza, de 73 anos, é um dos escritores mais premiados e traduzidos de sua geração. Publicou “Trapo” (1988), “A suavidade do vento” (1991), “Breve espaço entre cor e sombra” (1988), “O fotógrafo” (2004), “Um erro emocional” (2010), “O professor” (2014), “A tirania do amor” (2018) e “A tensão superficial do tempo” (2020), entre outros livros. Seu maior sucesso, o romance “O filho eterno” (2007), virou filme, com direção de Paulo Machline, e peça de teatro dirigida por Daniel Herz. Ano passado, Tezza lançou “Visita ao pai”, definido por ele como “romance da memória” sobre a correspondência deixada por seu pai.

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Tezza tem duas antologias de crônicas: “Um operário em férias” (2013) e “A máquina de caminhar” (2016). Como poeta, lançou “Eu, prosador, me confesso” (2017). Também se dedicou ao ensaio, com “Literatura à margem” (2018). Na área acadêmica, publicou “Entre a prosa e a poesia: Baktin e o formalismo russo” (2002) e a coletânea “Leituras – Resenhas & ensaios” (2014).


MINEIROS

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O jornalista mineiro Rogério Faria Tavares organizou, em parceria com Arno Wehling, livro sobre o jurista e político Afonso Arinos de Melo Franco, lançado recentemente. A cientista política Heloisa Starling escreveu “Os senhores das Gerais” (1986), “Lembranças do Brasil” (1999), “Brasil: Uma biografia (2015, parceria com Lilia Moritz Schwarcz), “República e democracia: Impasses do Brasil contemporâneo” (2017) e “Ser republicano no Brasil colônia” (2018), entre outros títulos.

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