Madrinha da sétima edição do Festival Fartura Conceição do Mato Dentro, de quinta-feira ( 21/5) a sábado, a chef paulista Aline Guedes participa da programação na sexta-feira (22/5) com a cozinha ao vivo “Quem come quiabo, não pega feitiço: arroz de quiabada com costelinha”.
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Pesquisadora e cozinheira com trajetória marcada pela passagem pelo restaurante D.O.M., ao lado de Alex Atala, e pela experiência internacional no restaurante Frevo, em Dubai, Aline desenvolve uma cozinha contemporânea baseada na técnica clássica e na valorização das memórias afetivas ligadas à comida.
A atividade integra a programação gastronômica do festival, que reúne chefs convidados, produtores e experiências ligadas à cultura alimentar brasileira.
• COQUETELARIA
Além de uma programação robusta para o público, o Festival Fartura Conceição do Mato Dentro, que será realizado no Largo do Rosário, inclui atividades formativas voltadas à comunidade local.
Na quinta, antes do início do evento, das 18h30 às 21h30, o Mercado Municipal recebe o curso de introdução à coquetelaria ministrado por Guilherme Costa, da Lamparina Cachaçaria (Belo Horizonte), que já viajou mais de 5 mil quilômetros pelo interior do estado conhecendo as cachaças e a história dos produtores.
A atividade aborda conceitos básicos da coquetelaria, unindo teoria e prática para iniciantes, e é destinada ao público geral, jovens aprendizes, profissionais do setor e empreendedores.
• CINEMA ÁRABE
Edição especial da Mostra de Cinema Árabe Feminino, reunindo filmes dirigidos por mulheres árabes residentes em seus países de origem ou em diáspora, será apresentada no Cine Santa Tereza, entre os dias 27/5 e 31/5.
Um dos destaques da programação, o documentário “Sudão, lembre de nós” (França/Tunísia/Catar, 2024), de Hind Meddeb, abre a mostra. O filme constrói um retrato coletivo de uma geração que luta por liberdade por meio de palavras, poemas e cantos em um Sudão marcado por anos de guerra.
A abertura contará com apresentação das curadoras Analu Bambirra e Carol Almeida, seguida de comentários da professora Patrícia Teixeira Santos, pesquisadora da Unifesp, que vai falar sobre as tensões coloniais no Sudão. Entrada gratuita.
• DIREITOS HUMANOS E INVISIBILIDADE
Como parte da disciplina Direitos Humanos, do terceiro período do curso de Direito da Estácio BH, cinco estudantes produziram um documentário sobre direitos humanos e invisibilidade enfrentada pelas famílias de pessoas presas.
Intitulado “Os invisíveis do sistema penal”, o filme, de aproximadamente 35 minutos, narra os impactos sociais, emocionais e econômicos vivenciados pelos familiares de réus após a condenação.
Os alunos Bianca Câmara Borges, Cristiano Mibielli, Daniel Ramos da Silva, Harley Silva de Araújo e Marco Túlio Maia acompanharam uma mãe durante visita ao filho, encarcerado na Penitenciária Antônio Dutra Ladeira, e realizaram entrevistas com outras pessoas. O documentário foi produzido em aproximadamente dois meses.
“Quisemos retratar o sistema de justiça para além dos códigos e das normas. Sabemos que a linguagem jurídica cria barreiras que impedem a compreensão do que realmente está em jogo: vidas humanas.
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Decidimos dar rosto, voz e história às famílias de pessoas condenadas, que frequentemente permanecem invisibilizadas. Durante as filmagens, percebemos que a falta de recursos financeiros dificulta as visitas ao presídio e que a maioria dos familiares tinha pouco ou nenhum conhecimento sobre o processo judicial”, declara Harley Silva de Araújo.
