Promessa de rejuvenescimento
A Urolitina A é um composto que pode ajudar a revigorar as mitocôndrias envelhecidas
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Sabia que pode estar cansado porque as usinas de energia das suas células (mitocôndrias) se tornaram menos eficientes na produção de energia e nenhuma quantidade de café pode resolver isso?
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Por volta da meia-idade, essas estruturas se degradam, gerando menos energia, provocando mais inflamação e se recuperando mais lentamente. Com isso, nos sentimos mais cansados ao realizar as mesmas atividades que fazíamos antes. É como um carro que falha porque as peças do motor estão desgastadas e não porque estamos dirigindo de forma agressiva.
Um composto chamado urolitina A pode ser uma das poucas substâncias que, segundo testes em humanos, conseguem reverter esse declínio. De acordo com a enfermeira Cynthia Thurlow, autora de livros sobre saúde feminina, a urolitina A atua diretamente nesse processo por meio da mitofagia, a eliminação de mitocôndrias doentes e disfuncionais.
Nem todo mundo consegue produzir urolitina A de forma eficiente apenas com alimentação. Alimentos que estimulam a produção desse composto são romãs, nozes, framboesas e amoras, mas nem sempre se ingerirmos esses alimentos diariamente conseguiremos estimular sua produção. Isso depende muito da composição da microbiota intestinal, que varia de pessoa para pessoa.
O ideal é fazer uso de suplementos que fornecem uma dose direta e padronizada, e dão resultados consistentes. Segundo Thurlow, a suplementação direta pode ajudar a apoiar a função mitocondrial de forma mais previsível.
A atuação da urolitina A é semelhante a uma limpeza celular – um processo que ajuda a manter um conjunto mais saudável de mitocôndrias, o que, por sua vez, favorece a produção de energia e reduz o estresse celular. Com o tempo, as mitocôndrias acumulam danos, produzem menos energia e geram mais sinais inflamatórios – um fator central do envelhecimento, e não um mero efeito colateral.
Como as mitocôndrias fornecem energia para praticamente todos os sistemas biológicos, os efeitos subsequentes podem ir além dos músculos. As células imunológicas, por exemplo, dependem muito da energia mitocondrial para funcionar corretamente. À medida que a qualidade mitocondrial diminui, as respostas imunológicas podem se tornar menos eficientes e mais inflamatórias – um padrão que os pesquisadores associam cada vez mais a doenças relacionadas à idade.
Grande parte da pesquisa tem se concentrado na saúde muscular, em parte porque o músculo é altamente dependente de energia e fundamental para o envelhecimento. A melhora da função mitocondrial permite que os músculos tenham um desempenho mais eficiente e se recuperem mais rapidamente. Em estudos com adultos mais velhos ou sedentários, isso se traduziu em ganhos de força e resistência, embora não imediatos.
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Um estudo com adultos entre 65 e 90 anos descobriu que a ingestão diária de mil miligramas de urolitina A durante quatro meses melhorou a resistência muscular em oito vezes. Também reduziu os níveis de substâncias químicas prejudiciais no sangue associadas a problemas mitocondriais e inflamação. Os pesquisadores concluíram que a urolitina A é segura e bem tolerada.
As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.
