Anna Marina*
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ANNA MARINA

A linda história de Carolyn e John Kennedy Jr. na série 'Love story'

Produção da Disney+ discute fama, privacidade e o peso de um sobrenome histórico, convidando o público a enxergar além do glamour

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A história real de Carolyn Bessette-Kennedy e John F. Kennedy Jr. voltou ao centro das atenções com a série documental “Love story” (Disney+), que revisita um dos romances mais emblemáticos – e trágicos – da década de 1990.

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Filho do presidente John F. Kennedy e de Jacqueline Kennedy Onassis, John Jr. cresceu sob os holofotes, visto pelos americanos como uma espécie de “príncipe moderno”. Carolyn, por sua vez, era o oposto do espetáculo: reservada, sofisticada e avessa à fama, trabalhava como publicitária da Calvin Klein quando os dois se conheceram em Nova York.

Logo que a série foi lançada, houve um boom de comentários nas rodas de amigos. Todo mundo só falava de “Love story”, recomendando a linda e comovente história do casal. Eu já estava na fissura para assistir, apesar da vida ainda mais corrida nos últimos tempos, até me deparar com o grupo do balde de água fria. Várias pessoas criticavam, dizendo que tudo ali era uma bobagem.

A série reconstrói o encontro improvável entre dois mundos, o da dinastia política mais famosa dos Estados Unidos e o da moda minimalista dos anos 1990. A produção do elogiado Ryan Murphy usa imagens de arquivo, depoimentos de amigos do casal e de especialistas, além de registros da imprensa que acompanhou cada passo de Carolyn e John, interpretados por Sarah Pidgeon e Paul Anthony Kelly.

John F. Kennedy Jr e Carolyn Bessette-Kennedy em jantar de gala em Nova York, em 1997. Ele está de smoking e ela de roupa preta, sorrindo para a câmera
John F. Kennedy Jr e Carolyn Bessette-Kennedy em jantar de gala em Nova York, em 1997 Mike Segar

O relacionamento começou discretamente, mas logo se tornou alvo dos paparazzi. A perseguição da imprensa moldou a rotina dos dois, transformando momentos cotidianos em eventos públicos. Fotografias icônicas do casal caminhando pelas ruas de Manhattan ajudam a contextualizar o fascínio que a dupla despertava.

Em 1996, o casamento secreto na Geórgia surpreendeu a imprensa e consolidou a imagem do casal como símbolo de elegância e modernidade. O vestido minimalista de Carolyn se tornou referência estética e reforçou sua posição como ícone fashion, legado que a série explora com atenção.

Ao mesmo tempo, “Love story” não romantiza os desafios. A pressão sobre o herdeiro político da família Kennedy e o desconforto de Carolyn com a exposição constante são fatores de tensão. Sugere-se que, por trás da imagem de casal perfeito, havia conflitos reais e tentativas de preservar a intimidade.

O ponto mais sensível é o acidente aéreo de julho de 1999, quando o avião pilotado por John caiu no mar, próximo a Martha’s Vineyard, matando o casal e a irmã de Carolyn. A comoção nacional é retratada como eco das tragédias anteriores que marcaram a família Kennedy.

Sem recorrer ao sensacionalismo, a série opta pelo tom reflexivo ao abordar o fim precoce dessa história. “Love story” discute fama, privacidade e o peso de um sobrenome histórico.

O público é convidado a enxergar além do glamour. A produção questiona a construção do mito em torno do casal, apresentando Carolyn e John como jovens tentando equilibrar amor, carreira e expectativas públicas.

Nestes tempos de redes sociais e hiperexposição digital, a história ressoa de maneira ainda mais atual. “Love story” não é apenas um retrato nostálgico dos anos 1990, mas um estudo sobre celebridade, pressão midiática e o preço da imagem pública.

Mais do que conto de fadas interrompido, a série reafirma por que o casal continua presente no imaginário coletivo. Não apenas pelo sobrenome ou pela tragédia, mas pela intensidade simbólica de uma história de amor vivida sob os olhos do mundo.

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*Isabela Teixeira da Costa/interina

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

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