Anna Marina*
Anna Marina*
EDUCAÇÃO FINANCEIRA

A população não planeja a aposentadoria; aprenda por onde começar

Os maiores gastos com saúde ocorrem a partir dos 60 ou 70 anos, o que exige preparação específica para esse período

Publicidade

Mais lidas

É fato que estamos vivendo mais. O envelhecimento da população brasileira chama a atenção: em 2023, o número de pessoas com 60 anos ou mais superou, pela primeira vez, a parcela de jovens entre 15 e 24 anos. Segundo o IBGE, a tendência é de aceleração: por volta de 2042, os idosos devem representar a maior faixa etária da população do país.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover


O planejamento financeiro para a aposentadoria não é prioridade para a maioria dos brasileiros, o que é preocupante.


Dados da sétima edição do Raio X do Investidor Brasileiro, pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro, de Capitais, Educação Financeira e Certificações (Anbima) em parceria com o Datafolha em 2024, mostram que entre os brasileiros não aposentados (86% da população com mais de 16 anos), apenas 19% iniciaram algum tipo de reserva para a aposentadoria.


De acordo com especialistas, o primeiro passo não está na escolha de produtos financeiros, mas na visão de futuro. Marcos Ferreira, profissional do mercado securitário e cofundador da Silver Hub, explica que viver mais exige repensar a aposentadoria não apenas como o fim da carreira, mas como nova etapa ativa da vida. Como essa fase demanda recursos para manter qualidade de vida, além de autonomia e acesso à saúde, pensar no pós-carreira é fundamental. O planejamento deve ser pilar central para a longevidade ativa.


Mas como, quando e por onde começar?


Marcos Ferreira recomenda ter disciplina e reservar parte da renda mensal, durante a fase de trabalho ativo; fazer reserva de emergência equivalente a pelo menos seis meses de remuneração; diversificar o patrimônio em ativos que gerem renda passiva no longo prazo.


O especialista considera fundamental estar consciente de que os maiores gastos com saúde geralmente ocorrem a partir dos 60 ou 70 anos, o que exige preparação específica para esse período.

O maior erro é não planejar, adverte Ferreira. De acordo com ele, quem inicia esse planejamento pode enfrentar dificuldades na execução. Por isso, o apoio de assessores financeiros e o uso de ferramentas especializadas em finanças pessoais pode ajudar muito a estruturar o planejamento.


Na verdade, ninguém nos ensina a lidar com finanças, o que já ocorre ainda na fase escolar em países do Primeiro Mundo. Controle de orçamento doméstico e de investimentos deve ser uma prática diária.


A preparação para a aposentadoria deve ser encarada como exercício de longo prazo, que pode durar até 40 anos, dependendo da idade em que você inicia o processo. Quanto mais cedo, menor é o esforço mensal necessário e maior é o impacto positivo dos juros compostos.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

* Isabela Teixeira da Costa/Interina

As opiniões expressas neste texto são de responsabilidade exclusiva do(a) autor(a) e não refletem, necessariamente, o posicionamento e a visão do Estado de Minas sobre o tema.

Tópicos relacionados:

idosos saude

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay