A maternidade lida com expectativas sobre o "ideal" e, em meio a rotina, se depara com o que é "possível", como nos casos de impossibilidade de aleitamento materno. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a amamentação seja exclusiva até os seis meses e mantida de forma complementar até dois anos.
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Embora o leite materno seja comprovadamente o melhor alimento para os bebês, nem todos os pais ou redes de apoio conseguem seguir essa orientação após 1 ano. Para receber uma orientação eficaz sobre o uso de fórmulas infantis de primeira infância, é recomendada uma consulta com profissionais da saúde para indicação do suporte adequado.
Baseado em artigos científicos, Aptanutri elencou os principais mitos e verdades sobre as fórmulas infantis para crianças de primeira infância para esclarecer o tema.
1. O uso de fórmulas infantis de primeira infância é recomendado em caso de impossibilidade de aleitamento materno?
Verdade. De acordo com o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras menores de 2 anos, quando a criança não pode ser amamentada, as fórmulas infantis para crianças de primeira infância são uma opção com benefícios reconhecidos e uma alternativa para oferecer um produto adequado ao organismo ainda imaturo dos pequenos.
2. Fórmulas infantis causam cólicas?
Mito. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a cólica pode ocorrer tanto em crianças que recebem leite materno ou naquelas que são alimentadas com fórmula infantil de primeira infância. Em casos de incômodos nos pequenos, o acompanhamento médico é fundamental.
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3. Composto lácteo é equivalente às fórmulas infantis? Quais são as diferenças?
Mito. Compostos lácteos não substituem o leite materno, nem fórmulas infantis, e não devem ser usados como fontes de alimentação para menores de 2 anos, sem recomendação do pediatra, pois podem conter açúcar e aditivos alimentares, aponta o Guia Alimentar para Crianças Brasileiras.
A principal diferença entre os dois produtos está em sua composição nutricional e órgão regulador. As fórmulas infantis para crianças de primeira infância são regulamentadas pela Anvisa e tem padrões rigorosos, sendo nutricionalmente desenvolvidas para substituir o leite materno em sua impossibilidade para crianças a partir de 1 ano.
Já o composto lácteo é regulamentado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e participa de uma categoria mais ampla, tendo uma maior liberdade para a escolha de ingredientes e destinado para diferentes faixas etárias. É importante a verificação da composição nos rótulos e ter a orientação de um profissional da saúde.
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4. Existem diferentes fórmulas infantis desenvolvidas para crianças na primeira infância?
Verdade. Nem todas as fórmulas infantis de crianças de primeira infância são iguais. As fórmulas podem variar em sua composição nutricional e conter ingredientes que buscam se aproximar das características do leite materno, como prebióticos, ácidos graxos essenciais como DHA e ARA, além de quantidades ajustadas de proteínas, vitaminas e minerais.
Essas diferenças podem contribuir para o adequado aporte nutricional e apoiar aspectos importantes do crescimento e desenvolvimento infantil, como modulação da microbiota, desenvolvimento cognitivo e crescimento físico.
Por isso, a escolha da fórmula mais adequada deve ser individualizada e orientada pelo pediatra.
5. Fórmulas infantis de primeira infância contribuem para o fornecimento de uma nutrição segura para as crianças?
Verdade. A fórmula infantil prescrita por médicos é uma aliada segura na alimentação, auxilia na nutrição adequada à criança e é regulamentada pela Anvisa.
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