O câncer de tireoide deve registrar 16.450 novos casos por ano no Brasil entre 2026 e 2028, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A incidência é aproximadamente quatro vezes maior no público feminino, com 13.310 casos esperados entre mulheres e 3.140 entre homens.

A tireoide é uma glândula localizada na frente do pescoço que produz hormônios para regular o metabolismo, os batimentos cardíacos e a temperatura. O câncer surge quando células da glândula se multiplicam de forma desordenada.

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“O câncer de tireoide reúne doenças muito diferentes entre si. O tipo mais comum costuma apresentar uma evolução lenta e boas perspectivas de tratamento”, explica a oncologista clínica Dra Pamela Reinaldo Leite, especialista da Croma Oncologia.

Em geral, o prognóstico é favorável. Dados do National Cancer Institute (NCI) apontam sobrevida relativa em cinco anos de 98,3%. Quando o tumor está restrito à tireoide, o índice chega a 99,9%. As taxas podem variar conforme o subtipo do tumor e a extensão da doença.

Diagnóstico e sinais de alerta

Um dos primeiros achados que podem levar à investigação é o nódulo na tireoide. Essas alterações são comuns e, na maioria das vezes, benignas. A avaliação médica diferencia os casos que exigem investigação detalhada daqueles que podem ser apenas acompanhados.

O diagnóstico começa com exame clínico e ultrassonografia. Se houver suspeita, uma punção aspirativa por agulha fina pode ser indicada para coletar células e analisá-las. Em muitos casos, a doença é descoberta em exames de rotina, sem que o paciente tenha sintomas.

Quando surgem manifestações, é importante observar: aumento de um nódulo, rouquidão, dificuldade para engolir ou respirar e aumento de gânglios na região do pescoço.

Como é o tratamento

Para tumores pequenos e de baixo risco, a vigilância ativa pode ser uma opção. Nessa estratégia, o paciente realiza exames periódicos para verificar se a lesão permanece estável, evitando uma intervenção imediata desnecessária.

“Se houver sinais de progressão ou características que indiquem maior risco, a estratégia muda e o tratamento pode ser necessário”, afirma a médica.

Quando o tratamento é indicado, a cirurgia para retirada parcial ou total da glândula é uma das principais opções. Em situações específicas, o iodo radioativo pode ser utilizado. A maior ocorrência em mulheres é alvo de estudos, com possíveis relações com fatores hormonais, mas ainda sem uma explicação única.

Diante de um nódulo ou qualquer alteração persistente no pescoço, a recomendação é procurar avaliação médica. Conhecer as diferenças entre os tipos de tumores é fundamental para definir a conduta mais adequada para cada paciente.


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