SAÚDE

Transição inverno-primavera exige cuidados redobrados com umidade dentro de casa

Mudanças típicas de setembro, agravadas pelo El Niño, intensificam condensação e mofo; especialistas orientam sobre ventilação e isolamento

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A transição entre inverno e primavera em setembro de 2026, agravada pelo fortalecimento do fenômeno El Niño, está trazendo oscilações significativas de temperatura no Centro-Sul do Brasil. Essa condição climática, com dias mais quentes seguidos de noites frias e frentes frias frequentes, cria o ambiente perfeito para um problema silencioso dentro de casa: o excesso de umidade.

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Essa condição afeta diretamente a qualidade do ar interno e pode danificar móveis, roupas e a própria estrutura do imóvel se não for controlada. Compreender as causas e adotar medidas preventivas é essencial para garantir um lar mais saudável e confortável.

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Por que setembro de 2026 requer atenção especial?

Setembro marca o equinócio da primavera, que em 2026 ocorre no dia 22, e com ele a intensificação das chuvas no Centro-Sul do país, influenciadas pelo El Niño. Essa combinação de umidade externa elevada e variações térmicas aumenta o risco de condensação nas superfícies internas das residências, tornando o controle da umidade uma prioridade.

Por que a umidade aumenta dentro de casa?

O excesso de umidade ocorre quando o ar quente e úmido encontra superfícies frias, como paredes e vidros, causando condensação. A falta de ventilação adequada e atividades diárias, como banhos e cozimento, agravam o problema, aprisionando o vapor d'água no ambiente.

Quando a temperatura externa cai rapidamente, as paredes e janelas da casa esfriam. O ar interno, que geralmente está mais quente e carrega mais umidade, entra em contato com essas superfícies e libera a água em forma de gotículas, um fenômeno conhecido como ponto de orvalho.

Quais os principais riscos do excesso de umidade?

A umidade elevada não causa apenas desconforto, mas também oferece riscos à saúde e à estrutura do imóvel. Os principais problemas incluem:

  • Proliferação de mofo e bolor: fungos se desenvolvem em ambientes úmidos e com pouca luz, liberando esporos que podem causar alergias, rinite, sinusite e asma.

  • Problemas respiratórios: além das alergias, a alta umidade favorece a multiplicação de ácaros, que são gatilhos comuns para crises respiratórias.

  • Danos a móveis e estruturas: a água pode estufar móveis de madeira, descascar a pintura das paredes, manchar tecidos e, em casos mais graves, comprometer a integridade estrutural do imóvel.

  • Sensação de desconforto térmico: ambientes úmidos fazem com que o corpo tenha mais dificuldade para regular a temperatura, aumentando a sensação de frio no inverno e de calor abafado no verão.

Como controlar a umidade em casa de forma prática?

Adotar algumas práticas simples no dia a dia é fundamental para manter os níveis de umidade sob controle. Veja as principais medidas:

  • Promova a ventilação cruzada: abra janelas e portas em lados opostos da casa por pelo menos uma hora por dia. Em dias chuvosos, priorize os horários de menor umidade externa para permitir que o ar circule e renove o ambiente.

  • Use desumidificadores: aparelhos elétricos são eficazes para retirar o excesso de água do ar, principalmente em cômodos mais problemáticos, como quartos e banheiros.

  • Verifique vazamentos e infiltrações: certifique-se de que não há vazamentos em canos ou infiltrações no telhado e nas paredes, pois são fontes constantes de umidade.

  • Afaste os móveis das paredes: mantenha uma distância de pelo menos 5 centímetros entre os móveis e as paredes para permitir que o ar circule e evitar o acúmulo de umidade.

  • Utilize exaustores: instale e use exaustores no banheiro durante o banho e na cozinha enquanto cozinha para expelir o vapor diretamente para fora.

Dicas para evitar o mofo em armários e gavetas

Guarda-roupas e espaços fechados são especialmente vulneráveis. Para protegê-los, siga estas recomendações:

  • Não guarde peças úmidas: certifique-se de que roupas, toalhas e sapatos estejam completamente secos antes de guardá-los.

  • Use produtos anti-mofo: soluções caseiras, como potes com sal grosso, giz ou carvão, ajudam a absorver a umidade. Produtos específicos também podem ser encontrados no mercado.

  • Abra as portas regularmente: deixe as portas de armários e guarda-roupas abertas por algumas horas sempre que possível para arejar o interior.

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  • Limpe com vinagre branco: a cada dois meses, passe um pano umedecido com uma solução de água e vinagre branco no interior dos móveis para eliminar focos de mofo.


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