Passar horas sentado ou dormir em colchões desgastados ou deformados pode ser a causa de dores nas costas, e esse incômodo pode impactar diretamente a disposição física, produtividade e bem-estar no dia a dia.


Segundo a Associação Brasileira de Reumatologia, cerca de 80% da população mundial sofrerá com dores na coluna em algum momento da vida. Embora fatores como sedentarismo, rotina intensa e excesso de tempo em frente às telas estejam entre os principais vilões, um hábito comum dentro de casa também pode agravar o problema: não se atentar ao desgaste de colchões e estofados.



De acordo com Jeziel Rodrigues, especialista do sono da Anjos Colchões & Sofás, um dos sinais claros de que está na hora de trocar o colchão é o desconforto constante e noites mal dormidas. “Um colchão inadequado compromete o alinhamento da coluna durante o sono e pode intensificar dores musculares e articulares ao longo do tempo. O mesmo acontece com sofás muito baixos, deformados ou sem sustentação apropriada, que prejudicam a postura e aumentam a sensação de cansaço físico”, explica.


No caso dos colchões, afundamentos, deformações e dores frequentes ao acordar estão entre os principais alertas de desgaste. Entre os principais indícios de que está na hora de trocar o colchão, Jeziel destaca:



  • Afundamentos, deformações, rangidos ou instabilidade na estrutura

  • Aumento de dores musculares, na lombar ou na cervical ao acordar

  • Crises alérgicas frequentes causadas pelo acúmulo de ácaros, poeira e impurezas



O especialista reforça que escolher a densidade correta faz toda a diferença para a postura e para a saúde da coluna. O ideal é que o colchão seja compatível com o peso e a altura de quem vai utilizá-lo, evitando itens excessivamente macios ou rígidos. Além disso, o mercado conta hoje com diferentes tecnologias e modelos, como colchões de espuma, mola ou látex, além de opções com tecidos antiácaro, sistemas de ventilação e recursos voltados ao bem-estar.


Já entre os principais sinais de que está na hora de trocar o sofá, o profissional lista:



  • Quando o móvel já não oferece o mesmo conforto e começa a causar incômodo no dia a dia

  • Presença de rasgos, manchas permanentes ou estrutura enfraquecida

  • Quando o tamanho do sofá já não atende mais às necessidades da família


Na hora de escolher um novo modelo, o recomendado é priorizar conforto, acabamento e qualidade estrutural, e não apenas o menor preço. Modelos que permitem visualizar parte da estrutura interna, como estofados com zíper, podem ajudar a avaliar a qualidade da madeira e dos materiais utilizados.

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Além disso, alguns cuidados simples ajudam a prolongar a vida útil do móvel, como evitar pulos no estofado, manter a higienização em dia e investir na impermeabilização do tecido.


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