DOENÇA

Mpox: quais são os sintomas e quando procurar atendimento médico

Doença provoca erupções na pele, febre e ínguas; entenda sinais de alerta e saiba como é feito diagnóstico e tratamento no SUS

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O Brasil registrou 140 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados do Ministério da Saúde atualizados em 9 de março. O número, embora menor que os 1.056 casos registrados em todo o ano de 2025, reforça a importância de identificar os sinais da doença e o momento certo de buscar ajuda médica. O estado de São Paulo concentra a maior parte das infecções, com 93 casos, seguido pelo Rio de Janeiro (18) e Rondônia (11). Conforme o boletim epidemiológico, o público mais afetado é o masculino (93%), com maior incidência na faixa etária de 30 a 39 anos. Não houve registro de mortes pela doença neste ano.

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O que é a mpox?

A mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma infecção viral que pode ser transmitida de animais para humanos e também entre pessoas. A doença é causada pelo monkeypox virus e provoca sintomas semelhantes aos da varíola, porém geralmente com menor gravidade e letalidade.

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Quais são os principais sintomas da mpox?

Os sinais da mpox podem variar, mas geralmente se desenvolvem em fases. O período de incubação — do contágio ao início dos sintomas — costuma ser de seis a 13 dias, mas pode se estender por até 21 dias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca os seguintes sinais como os mais comuns:

  • Febre súbita e intensa.

  • Dor de cabeça forte e dores musculares.

  • Inchaço dos gânglios linfáticos (ínguas), principalmente no pescoço, axilas e virilha.

  • Cansaço extremo e calafrios.

  • Erupções cutâneas ou lesões na pele, que costumam aparecer de um a três dias após a febre.

Como as lesões na pele evoluem?

As lesões na pele são a marca mais característica da doença e passam por estágios bem definidos. Essa progressão é um importante indicativo para o diagnóstico clínico da infecção. A evolução ocorre da seguinte forma:

  1. Máculas: manchas planas e avermelhadas.

  2. Pápulas: lesões firmes e elevadas.

  3. Vesículas: pequenas bolhas com líquido claro.

  4. Pústulas: bolhas com pus, de aparência amarelada.

  5. Crostras: as lesões secam, formam cascas e depois caem.

Quando procurar atendimento médico?

A recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ao apresentar os primeiros sintomas, especialmente febre acompanhada de erupções ou lesões na pele. A avaliação médica é crucial para diferenciar a mpox de outras doenças com sinais parecidos, como catapora ou herpes, e para iniciar o monitoramento adequado.

Como prevenir a mpox?

A principal forma de prevenção é evitar o contato próximo com pessoas infectadas e com suas lesões de pele. O Ministério da Saúde recomenda medidas como:

  • Evitar tocar, abraçar ou beijar pessoas com mpox.

  • Não compartilhar objetos pessoais, como roupas de cama, toalhas e talheres.

  • Higienizar as mãos com frequência, usando água e sabão ou álcool em gel.

  • O uso de preservativos (camisinha interna e externa) é recomendado durante o contato íntimo, embora a transmissão ainda possa ocorrer pelo contato com as lesões.

Como é feito o diagnóstico e tratamento no SUS?

O diagnóstico inicial é clínico, baseado na análise dos sintomas e das lesões cutâneas pelo profissional de saúde. A confirmação é realizada por meio de um exame laboratorial de RT-PCR, que utiliza amostras coletadas diretamente das feridas na pele do paciente.

Atualmente, não há um tratamento específico para a mpox, e o foco é no alívio dos sintomas. O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece suporte com medicamentos para dor e febre, além de cuidados para prevenir infecções secundárias nas lesões. A maioria dos casos é leve e a recuperação ocorre em poucas semanas. O SUS também disponibiliza a vacina contra a mpox para grupos prioritários, como profissionais de saúde e pessoas com maior risco de exposição ao vírus. Para dados atualizados, consulte o Painel Mpox do Ministério da Saúde. Para saber mais sobre o diagnóstico e tratamento no SUS.

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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