Saúde

Mpox: O que você precisa saber deste vírus que voltou à tona

Mpox: o vírus que voltou à tona, sintomas, transmissão e prevenção explicados de forma clara para você se proteger e informar outros

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O reaparecimento de casos de mpox em diferentes países reacendeu o alerta de autoridades de saúde e da população. Conhecida anteriormente como varíola dos macacos, a doença é causada por um vírus da mesma família da varíola humana, mas com comportamento distinto. Desde 2022, surtos ocorreram fora das áreas endêmicas na África, mudando o perfil epidemiológico e ampliando o interesse sobre sintomas, formas de transmissão e prevenção.

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Ao longo de 2025, novos registros em grandes centros urbanos mostraram que o mpox não se restringe a viagens internacionais ou a grupos específicos. O vírus passou a circular em redes de contato próximas, exigindo atenção redobrada para sinais clínicos precoces e para medidas simples de proteção. Entender como o mpox se comporta, quem corre mais risco de complicações e quais recursos de diagnóstico e tratamento estão disponíveis tornou-se parte da rotina de serviços de saúde.

O que é mpox e como o vírus voltou à tona?

O mpox é uma infecção causada pelo Monkeypox virus, um ortopoxvírus relacionado à antiga varíola humana, erradicada em 1980. Durante décadas, os casos se concentravam em regiões da África Central e Ocidental, com transmissão principalmente ligada a contato com animais silvestres. A partir de 2022, porém, o vírus passou a se espalhar com mais intensidade de pessoa para pessoa, em vários continentes, sem vínculo direto com viagens para áreas endêmicas.

Esse novo cenário chamou atenção porque evidenciou uma mudança na dinâmica de transmissão. A circulação em ambientes urbanos, festas e encontros próximos, somada à falta de imunidade específica em grande parte da população, favoreceu cadeias de contágio. Em 2026, ainda são relatados surtos localizados, o que indica que o mpox continua em vigilância ativa. Apesar de a maioria dos casos ser autolimitada, a doença pode causar desconforto importante e, em grupos vulneráveis, evoluir com mais gravidade.

Fique atento: febre, linfonodos aumentados e lesões na pele são sinais iniciais do mpox, que costuma evoluir de 2 a 4 semanas até cicatrizar – depositphotos.com / flashback313@gmail.com

Mpox: principais sintomas e sinais de alerta

Os sintomas de mpox começam, em geral, de 5 a 21 dias após a exposição ao vírus. A fase inicial costuma lembrar um quadro gripal, com febre, mal-estar, dor de cabeça, cansaço e aumento de linfonodos (gânglios) no pescoço, axilas ou virilha. Em seguida, surgem lesões na pele, que podem aparecer em poucas áreas ou se espalhar por várias partes do corpo, incluindo região genital, ânus, face, mãos e pés.

As lesões costumam evoluir em etapas: iniciam como manchas, tornam-se pápulas (elevações), depois vesículas e pústulas, até formarem crostas que caem com o tempo. Esse processo pode durar de duas a quatro semanas. Alguns sinais exigem maior atenção, como dor intensa, dificuldade para engolir, olho muito vermelho, falta de ar ou lesões que parecem infeccionadas. Crianças pequenas, gestantes, pessoas com imunidade comprometida e indivíduos com doenças de pele crônicas têm maior risco de complicações e devem ser acompanhados de perto.

  • Fase inicial: febre, dores no corpo, cansaço, linfonodos aumentados;
  • Fase de erupção: lesões de pele que mudam de aspecto ao longo dos dias;
  • Duração típica: de 2 a 4 semanas até a completa cicatrização;
  • Sinais de alerta: dor intensa, dificuldade respiratória, alterações oculares.

Como o mpox se transmite e quais cuidados reduzem o risco?

A transmissão do vírus mpox ocorre, principalmente, por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais ou crostas de pessoas infectadas. O contato próximo e prolongado, incluindo relações sexuais, é hoje uma das principais vias de disseminação. Também pode haver contágio por meio de objetos contaminados, como roupas de cama, toalhas e utensílios pessoais, além de gotículas respiratórias em situações de proximidade física intensa.

Para reduzir o risco de infecção, são recomendadas medidas combinadas. A higiene frequente das mãos, o uso de preservativos em relações sexuais, a atenção a lesões de pele desconhecidas e o afastamento de contatos próximos quando há suspeita de mpox estão entre as ações mais citadas por autoridades sanitárias. Em contextos de surto, algumas pessoas podem ser orientadas a limitar contatos íntimos temporariamente ou a evitar compartilhar objetos pessoais.

  1. Evitar contato direto com lesões ou crostas na pele de pessoas com suspeita ou confirmação de mpox;
  2. Usar camisinha e, quando possível, combinar com outras estratégias de sexo mais seguro;
  3. Não compartilhar toalhas, roupas íntimas, lençóis ou objetos que toquem pele e mucosas;
  4. Manter boa higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel;
  5. Em caso de sintomas, procurar atendimento médico e seguir orientações de isolamento.
Prevenção é chave: higiene das mãos, uso de preservativos, afastamento de contatos próximos e vacinação são medidas importantes para reduzir o risco de contágio – depositphotos.com / AllaSerebrina

Existe vacina e tratamento para mpox atualmente?

Desde o ressurgimento global do mpox, diferentes países passaram a utilizar vacinas desenvolvidas originalmente para varíola, adaptadas para proteção contra o Monkeypox virus. Algumas dessas vacinas são de terceira geração, com vírus modificados e perfil de segurança mais favorável. A oferta, porém, varia conforme a região, o que faz com que grupos considerados de maior risco sejam priorizados em estratégias de imunização.

O tratamento dos casos é, na maior parte das vezes, de suporte: controle da dor, hidratação, cuidados com a pele e monitoramento de sinais de gravidade. Em situações específicas, podem ser usados antivirais desenvolvidos para ortopoxvírus, quando disponíveis e indicados pelos protocolos locais. Isolamento domiciliar, uso de máscara em ambientes compartilhados e cobertura de lesões expostas são medidas recomendadas até a completa cicatrização das crostas.

Para quem teve contato próximo com um caso confirmado, algumas autoridades de saúde adotam a chamada vacinação pós-exposição, indicada em determinados prazos para reduzir o risco de adoecimento ou de formas mais intensas. A orientação sobre vacinação, quarentena e retorno às atividades costuma ser individualizada, levando em conta sintomas, condições clínicas e contexto de exposição.

Por que a vigilância do mpox continua importante em 2026?

Embora muitos surtos de mpox tenham sido controlados, a circulação intermitente do vírus em diferentes regiões mostra que a doença permanece como tema relevante de saúde pública. A identificação rápida de casos, o rastreamento de contatos e a comunicação clara sobre sintomas e formas de prevenção ajudam a limitar novos episódios de transmissão sustentada.

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Em 2026, a experiência acumulada desde 2022 permite que serviços de saúde reconheçam mais facilmente o quadro clínico e ajustem protocolos de atendimento. O acesso a informações atualizadas e compreensíveis favorece decisões mais seguras, tanto para profissionais quanto para a população geral. Assim, mesmo sendo uma doença que, na maioria dos casos, evolui de forma autolimitada, o mpox segue sob acompanhamento constante para evitar impactos maiores em grupos vulneráveis e em sistemas de saúde já sobrecarregados.

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